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China e Rússia reforçam aliança militar com patrulha estratégica no Pacífico

Dois dos maiores poderes militares do mundo uniram forças em uma operação inédita no oceano Pacífico. China e Rússia realizaram uma missão conjunta com submarinos de última geração e navios de guerra, reforçando sua presença em uma região considerada estratégica diante do aumento das tensões globais.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Operação conjunta no Pacífico: poderio militar em ação

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© X – @LinuxHelp2052

A Flota do Pacífico da Rússia e a Marinha do Exército Popular de Libertação da China coordenaram manobras complexas no Mar do Japão e no Mar da China Oriental. A operação contou com o moderno submarino russo Volkhov B-603, do Projeto 636.3, classe Kilo, capaz de lançar mísseis de cruzeiro Kalibr e torpedos de alta potência.

O Volkhov percorreu mais de 3.200 km desde sua base em Vladivostok para integrar a missão, que também mobilizou embarcações de ambos os países, incluindo a corveta russa Gromkiy e o navio antisubmarino Almirante Tributs. Pela China, os destróieres Urumqi e Shaoxing foram acompanhados por embarcações de apoio.

Por que a região preocupa os Estados Unidos

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© https://x.com/SA_Defensa

O Mar do Japão e o Mar da China Oriental são considerados zonas de alta importância estratégica. A presença constante de navios e bases norte-americanas na região torna o local um ponto sensível nas relações entre Washington, Pequim e Moscou.

Segundo a agência russa TASS, o objetivo declarado da operação é “reforçar a cooperação naval entre Rússia e China, garantir a paz e a estabilidade na região Ásia-Pacífico, monitorar a área e proteger instalações econômicas marítimas”.

Especialistas, no entanto, apontam que a movimentação sinaliza um aumento da influência militar sino-russa no Pacífico e pode servir como uma mensagem direta aos EUA e seus aliados.

Aliança militar vem se consolidando desde 2021

A parceria entre Moscou e Pequim não começou agora. Desde 2021, China e Rússia realizam exercícios conjuntos, que já envolveram mais de 10 navios de guerra de cada país em diferentes etapas.

Em 2023, os dois exércitos deram início a uma segunda fase da cooperação, ampliando a presença para o patrulhamento aéreo. Bombardeiros estratégicos Tu-95MS das Forças Aeroespaciais Russas sobrevoaram áreas próximas ao Mar do Japão, enquanto aeronaves chinesas reforçavam o monitoramento de rotas e bases militares na região.

Joint Sea-2025: a nova etapa da cooperação

A mais recente operação, batizada de Joint Sea-2025, integrou forças navais e aéreas para um exercício coordenado perto de Vladivostok, na Rússia. O treinamento envolveu submarinos, destróieres, corvetas, aviões de reconhecimento e bombardeiros, simulando cenários de bloqueio marítimo e defesa estratégica.

Para analistas militares, a Joint Sea-2025 demonstra que China e Rússia estão não apenas treinando juntas, mas também padronizando protocolos de combate. Isso reforça a hipótese de que a aliança pode desempenhar papel central em caso de um conflito maior envolvendo os Estados Unidos e seus aliados.

O que esperar daqui para frente

Com a intensificação das operações militares conjuntas, cresce a preocupação sobre o impacto geopolítico na região Ásia-Pacífico. A presença ampliada de China e Rússia pode pressionar ainda mais Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, países que já mantêm bases e frotas navais ativas no mesmo território marítimo.

Se por um lado Moscou e Pequim defendem que o objetivo é “garantir estabilidade”, por outro, especialistas veem as movimentações como parte de uma disputa por influência global — e o Pacífico pode se tornar um dos palcos mais tensos da próxima década.


China e Rússia fortaleceram sua aliança militar com uma operação inédita no Pacífico envolvendo submarinos, navios e aviões. A estratégia aumenta a pressão na região Ásia-Pacífico, aproxima ainda mais os dois países e sinaliza novos desafios para os EUA e seus aliados.

 

[ Fonte: El Cronista ]

 

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