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Ciência

Cometa interestelar 3I/ATLAS passa perto do Sol — e a NASA garante: não há risco para a Terra

A rocha espacial vinda de outro sistema estelar cruzará o Sistema Solar interno neste mês, mas a agência espacial dos EUA confirma que o espetáculo será totalmente seguro — e uma rara oportunidade para a ciência.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O cometa 3I/ATLAS — o terceiro objeto interestelar já identificado atravessando o nosso Sistema Solar — tem despertado curiosidade e especulações desde sua descoberta. Mas, segundo a NASA, não há motivo para alarme: o corpo celeste não representa qualquer ameaça à Terra.

Uma visita cósmica segura

O cometa interestelar 3I/ATLAS multiplica em 40 vezes seu brilho e exibe uma atmosfera verde inédita em objetos semelhantes
© International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA/Shadow the Scientist.

De acordo com a análise de trajetória feita pela NASA, o 3I/ATLAS passará a uma distância mínima de 1,6 unidade astronômica, o equivalente a cerca de 240 milhões de quilômetros do nosso planeta. Isso significa que ele permanecerá muito além da órbita terrestre, sem qualquer possibilidade de colisão.

“O evento não terá consequências para a Terra”, esclareceu a agência em comunicado. “O cometa segue uma rota estável e não se aproximará de forma perigosa.”

O cometa que veio de fora do Sistema Solar

O 3I/ATLAS tem origem interestelar, ou seja, não nasceu em torno do Sol, mas em outro sistema estelar distante. Essa característica o torna especialmente valioso para os astrônomos, que poderão analisar sua composição e comportamento para entender melhor como se formam os corpos celestes em outras regiões da galáxia.

Descoberto viajando a cerca de 221 mil quilômetros por hora (ou 61 quilômetros por segundo), o cometa impressiona por sua velocidade e trajetória incomum. Assim como os anteriores — 1I/‘Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019) —, o 3I/ATLAS segue uma órbita hiperbólica, o que significa que não voltará a passar pelo nosso Sistema Solar.

O encontro com o Sol

Atlas Cometa
© X – @TuiteroSismico

O ponto de maior aproximação do 3I/ATLAS ao Sol, conhecido como periélio, ocorrerá em 30 de outubro, quando o cometa estará a cerca de 210 milhões de quilômetros da estrela.

Durante essa fase, o calor solar faz com que o núcleo — composto de gelo e poeira — libere gases e partículas, formando uma impressionante cauda azulada. Segundo a NASA, esse brilho não representa perigo: trata-se apenas da interação do vento solar com o material ionizado que escapa do núcleo, um fenômeno que torna o cometa visível mesmo a grandes distâncias.

Um colosso de gelo e rocha

O astrônomo Avi Loeb, de Harvard, estima que o núcleo do 3I/ATLAS tenha diâmetro de até 5,6 quilômetros e massa superior a 33 bilhões de toneladas, dimensões muito maiores do que as de seus antecessores interestelares.

Observações espectroscópicas recentes também confirmaram a presença de água em forma de gelo e vapor, indicando que o cometa pode conservar materiais primordiais formados há bilhões de anos, antes mesmo do nascimento do Sol.

Um espetáculo científico — não uma ameaça

Para os astrônomos, o 3I/ATLAS representa uma oportunidade rara de estudar a matéria interestelar sem sair de casa, literalmente. Esses visitantes cósmicos carregam pistas sobre os processos de formação planetária em outros cantos da galáxia.

Para o público, é apenas mais um lembrete de que o universo é vasto e dinâmico — e, neste caso, completamente seguro.

 

[ Fonte: Perfil ]

 

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