O que significa o ‘TACO’?
“A gente está falando de um presidente que está começando a perder credibilidade, no que diz respeito à pressão que ele exerce sobre os diferentes países”, diz @Danielhrs sobre líderes mundiais, CEOs e investidores estarem céticos e acreditarem que Donald Trump pode “amarelar”.… pic.twitter.com/W6dLUNeYEj
— GloboNews (@GloboNews) July 14, 2025
A sigla resume a frase em inglês Trump Always Chickens Out (“Trump sempre amarela”, em tradução livre). Ela surgiu para ironizar um suposto padrão de comportamento de Trump: anunciar medidas agressivas e, diante da pressão econômica ou política, voltar atrás.
O termo foi criado em maio de 2025 pelo colunista Robert Armstrong, do Financial Times, e rapidamente se espalhou entre investidores de Wall Street. A lógica do chamado “TACO trade” era clara: sempre que Trump ameaçava tarifas ou sanções, o mercado caía; logo depois, ele recuava, e as ações voltavam a subir.
O meme cruza o Atlântico
O termo “TACO” relacionado a Donald Trump é um acrônimo em inglês que significa “Trump Always Chickens Out”, que pode ser traduzido como “Trump sempre recua/acovarda” em português.
Ele foi criado por Robert Armstrong, colunista do Financial Times, em um artigo publicado em 2 de… pic.twitter.com/afz7kRG1Za
— ⚖️WE THE PEOPLE 🙌 .•. (@Boscardin) July 30, 2025
Se antes era uma piada financeira restrita aos EUA, agora o TACO virou munição brasileira. Depois que Trump sancionou Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky e anunciou tarifas de até 50% sobre produtos do Brasil, usuários das redes sociais adaptaram a expressão em memes, vídeos e piadas para questionar se ele, mais uma vez, recuaria.
O termo chegou ao top 7 de assuntos mais comentados do X (antigo Twitter) no Brasil, com montagens que iam de tacos mexicanos com o rosto de Trump a comparações com personagens de desenhos animados amarelados.
De Wall Street ao Supremo Tribunal Federal
Antes do estouro do meme no Brasil, o “TACO” já havia sido citado em episódios como o recuo de tarifas contra a China e a União Europeia, a tentativa frustrada de demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e os chamados Liberation Day Tariffs, cancelados uma semana após o anúncio.
Para os brasileiros, o contexto agora é diferente: envolve diretamente o STF e o comércio exterior. A sanção contra Moraes gerou reação do presidente Lula e da Corte, que classificaram a medida como “interferência externa inaceitável”.
O tarifaço que acendeu o deboche
Trump confirmou na última quarta-feira (30) a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, com início em 6 de agosto. Apesar da dureza do anúncio, quase 700 produtos foram isentados, incluindo suco de laranja, aeronaves e petróleo.
O histórico de recuos de Trump fez os brasileiros ironizarem: será que, diante da pressão do agronegócio americano e de possíveis impactos econômicos, ele voltará atrás mais uma vez? A resposta, para os criadores de memes, já está embalada: TACO.
[ Fonte: G1.Globo ]