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Ciência

Como será o fim do universo? Cientistas revelam a data e detalhes do acontecimento

Pesquisadores recalcularam o tempo restante até o fim do universo e descobriram que ele pode acontecer muito antes do que se imaginava. Apesar disso, especialistas garantem: a humanidade e até a Terra já terão desaparecido muito antes desse desfecho final.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O universo parece eterno, mas não é. Uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Radboud, na Holanda, revela que o fim de tudo pode ocorrer muito antes do que os cálculos anteriores indicavam. Mesmo com esse encurtamento cósmico, não há motivo para alarme — o planeta Terra deixará de existir muito antes que esse momento chegue.

A nova estimativa para o fim do universo

O dia em que todos os humanos estavam na Terra pela última vez — e quase ninguém percebeu
© Pexels

De acordo com o novo estudo, o universo pode chegar ao fim em aproximadamente 10⁷⁸ anos — um número com 78 zeros —, uma previsão drasticamente inferior à anterior, que era de 10¹¹⁰⁰ anos. O estudo foi publicado na Journal of Cosmology and Astroparticle Physics e liderado pelo pesquisador Heino Falcke.

A equipe de cientistas focou em prever o fim dos corpos celestes mais resistentes: as anãs brancas. Utilizando o conceito da radiação Hawking — teoria proposta por Stephen Hawking que afirma que buracos negros evaporam lentamente ao longo do tempo —, os pesquisadores aplicaram esse princípio a outros corpos cósmicos.

O resultado foi a estimativa de que, mesmo as anãs brancas, conhecidas por sua extrema longevidade, acabarão se dissolvendo. A chave da equação está na densidade desses objetos: quanto maior, mais tempo eles resistem. Mas nem mesmo elas são eternas diante da lenta entropia do universo.

Terra deixará de existir muito antes disso

Embora o número cause espanto, os cientistas reforçam que a Terra terá um fim muito mais próximo. Em cerca de 1 bilhão de anos, o aumento da luminosidade solar tornará a vida insustentável. Nessa época, os oceanos terão evaporado e a superfície terrestre estará seca e hostil.

Por volta de 8 bilhões de anos no futuro, o Sol entrará em colapso e se transformará em uma gigante vermelha, engolindo a Terra por completo. Portanto, qualquer preocupação com o destino final do universo é mais uma curiosidade científica do que um risco real para a humanidade.

Mesmo com o fim do universo antecipado, ele continua a acontecer em uma escala de tempo inimaginável. O estudo, no entanto, reforça o quanto ainda há a descobrir sobre os mistérios do cosmos — e lembra que o futuro da Terra está muito mais próximo de uma transformação radical do que supomos.

[Fonte: G1]

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