Prepare-se para ver a Libertadores longe de casa. A Conmebol planeja levar a final do torneio para fora da América do Sul, numa estratégia para internacionalizar a marca e conquistar novos mercados. A informação foi revelada por Juan Emilio Roa, diretor comercial da entidade, em entrevista ao The Athletic.
Libertadores fora da América do Sul?

“Isso faz parte das ações que precisamos fazer para aumentar o interesse pelo torneio”, afirmou Roa. “Estamos trabalhando em experiências de marca e histórias que aproximem os torcedores de clubes e jogadores, inclusive fora do continente.”
A ideia é ampliar o público da Copa Libertadores, que, embora seja o maior torneio de clubes da América do Sul, ainda tem alcance limitado em regiões como Europa e Ásia. Para a Conmebol, exportar a final pode ser uma maneira de transformar a competição em um evento global — nos moldes da Champions League.
De Madri a Lima: o histórico das decisões
Desde 2019, a final da Libertadores é disputada em jogo único e já passou por cidades como Lima, Rio de Janeiro, Montevidéu, Guayaquil e Buenos Aires. Mas a ideia de uma decisão internacional não é inédita: em 2018, Madri recebeu a final entre River Plate e Boca Juniors, transferida da Argentina após o ataque de torcedores ao ônibus do Boca.
O episódio serviu como um “teste” inesperado para a Conmebol, que viu a repercussão global da partida e, agora, parece disposta a repetir o modelo — desta vez, de forma planejada.
Expansão ou descaracterização?
A proposta, claro, divide opiniões. Para alguns, jogar fora do continente ajudaria a fortalecer a imagem da Libertadores e atrair patrocínios de peso. Para outros, isso significaria descaracterizar um torneio que sempre teve sua alma nas arquibancadas sul-americanas, com estádios fervendo e clima de rivalidade única.
Ainda não há definição sobre quando ou onde a mudança pode ocorrer, mas a discussão está aberta — e promete agitar o futebol continental.
[Fonte: CNN Brasil]