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Ciência

Descoberta em Marte intriga cientistas e pode mudar o entendimento sobre o planeta

Nova imagem captada pelo rover Perseverance revela uma formação inesperada e levanta questões sobre o passado geológico de Marte.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Em uma missão que já rendeu diversas descobertas sobre o solo marciano, uma nova imagem obtida pelo rover Perseverance chamou a atenção da comunidade científica. A estrutura, que remete ao formato de jabuticabas, pode fornecer pistas cruciais sobre a presença de água e eventos geológicos antigos no planeta vermelho.

Formação misteriosa surpreende equipe da Nasa

Durante a exploração da área de Broom Point, nas encostas inferiores de Witch Hazel Hill, próxima à borda da cratera Jezero, cientistas identificaram uma rocha com características incomuns. Batizada de “Baía de St. Paul”, a formação exibe centenas de pequenas esferas de coloração cinza-escura, algumas alongadas ou com bordas irregulares, sugerindo fragmentos de estruturas maiores que se romperam com o tempo.

O rover Perseverance, que atua em Marte desde 2021, chegou à região há cerca de duas semanas e conseguiu coletar amostras do local. A textura peculiar da rocha surpreendeu os cientistas, especialmente por conter esferas semelhantes a jabuticabas e até mesmo com pequenos furos, o que aumenta o mistério em torno de sua origem.

Esferas semelhantes já foram encontradas no passado

Essa não é a primeira vez que esferas são identificadas em Marte. Em 2004, o rover Opportunity detectou os chamados “mirtilos marcianos” em Meridiani Planum. Posteriormente, o Curiosity localizou formações parecidas na cratera Gale, enquanto o próprio Perseverance observou texturas similares a pipocas em Neretva Vallis.

Nos casos anteriores, tais estruturas foram interpretadas como concreções, formações resultantes da ação de água subterrânea em rochas porosas. Entretanto, também se considera a possibilidade de que esferas desse tipo se formem a partir do resfriamento de lava ou da condensação de rocha vaporizada após impactos de meteoritos.

Investigação geológica pode revelar mais sobre Marte

A rocha Baía de St. Paul é classificada como “flutuante”, ou seja, não está em seu local de origem, o que dificulta sua análise. Cientistas avaliam se a formação pode ter relação com camadas escuras visíveis em imagens de satélite. Entender seu contexto geológico será fundamental para reconstruir a história da cratera Jezero e aprofundar o conhecimento sobre a evolução de Marte.

[Fonte: Ultimo Segundo]

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