Quem mora em Artigas, no norte do Uruguai, e atravessa a fronteira para fazer compras em Quaraí, no Rio Grande do Sul, continua encontrando preços muito mais baixos. Segundo o Indicador de Preços Fronteiriços (IPF) da Universidade Católica do Uruguai (UCU), a cidade uruguaia está, em média, 67% mais cara. Em alguns produtos, a diferença chega a 300%.
Como é medida a diferença de preços
O IPF analisa o valor de 57 produtos em ambos os lados da fronteira, incluindo alimentos, bebidas, produtos de limpeza e itens para o lar. Após ser aplicado pela última vez em 2016, o levantamento foi retomado em novembro de 2024 e acompanha as variações do câmbio e da inflação.
Embora em abril a diferença fosse de 78%, caiu para 67% em junho de 2025, principalmente devido à queda do dólar no Brasil (4,02%) e à leve desvalorização da moeda no Uruguai (3,42%).
Veja, Uruguay é o país mais caro neste mapa.
Vc recebe segurança pública, governo eficiente e pouco burocrático, 0% de imposto de renda para renda extrangeira, ótimas escolas e cultura de sociedade em troca de:
50% de aumento no custo de vida, frio de junho a setembro. A… https://t.co/mjqKs8QCoW
— Nômade Capitalista Brasil® (@strobel_gustavo) June 14, 2025
Produtos com maior disparidade
Alguns itens chamam atenção pela disparidade:
- Sal: 333% mais cara em Artigas
- Postres em pó: 270% mais caros
- Lâmpadas e tubos fluorescentes: 292% mais caros
- Detergente: 278% mais caro
Em produtos para o lar, a diferença média é de 120%, enquanto em alimentos e bebidas não alcoólicas a variação é ainda mais visível. Já em transporte e combustíveis, a diferença é a menor do índice, 18%, graças à redução do Imesi na fronteira. Sem esse desconto, a diferença subiria para 58%.
Brechas menores em alguns setores
Nem todos os segmentos apresentam valores tão distantes. Em bebidas alcoólicas e cigarros, a diferença caiu para 114%. Já em vestuário e calçados, o gap é de apenas 33%, mostrando que o impacto da fronteira varia bastante de acordo com o tipo de produto.
[ Fonte: Infobae ]