O empate na estreia deixou mais perguntas do que respostas para a seleção brasileira. Depois de uma atuação que desagradou torcedores, jogadores e comissão técnica, Carlo Ancelotti passou a semana realizando testes e avaliando mudanças para o próximo desafio. Embora tenha evitado confirmar a equipe titular, o treinador italiano deixou claro que não pretende repetir a escalação anterior. E alguns nomes já despontam como fortes candidatos a ganhar espaço.
O desempenho contra Marrocos mudou os planos da comissão técnica
A apresentação diante de Marrocos ficou longe do que a seleção brasileira esperava. O empate por 1 a 1 expôs dificuldades em diferentes setores do campo e aumentou a pressão por ajustes antes do confronto contra o Haiti, marcado para esta sexta-feira, na Filadélfia.
Durante a entrevista coletiva na véspera da partida, Carlo Ancelotti preferiu manter mistério sobre a escalação. No entanto, fez questão de indicar que mudanças acontecerão. A principal dúvida envolve quatro posições específicas: o volante mais recuado, o terceiro homem de meio-campo, a ponta direita e o comando do ataque.
Ao todo, nove jogadores disputam espaço nessas vagas. A única certeza no setor de meio-campo parece ser a presença de Bruno Guimarães, considerado peça fundamental no esquema do treinador italiano.
Já Casemiro vive uma situação diferente. Após um primeiro tempo irregular na estreia e um cartão amarelo recebido ainda na partida contra Marrocos, o volante passou a ser pressionado pela boa atuação de Fabinho, que entrou no segundo tempo e agradou à comissão técnica.
A disputa promete ser um dos principais pontos de atenção na definição da equipe.
Dois nomes ganham força nos treinamentos

Se existem dúvidas em alguns setores, outros jogadores parecem ter aproveitado a semana para aumentar suas chances.
Matheus Cunha surge como um dos favoritos para assumir uma vaga entre os titulares. O atacante aparece como principal candidato para substituir Igor Thiago, que teve oportunidades recentes, tanto no amistoso contra o Egito quanto na estreia da competição, mas não conseguiu convencer.
A tendência é que Matheus Cunha seja o escolhido para liderar o setor ofensivo. Endrick também está entre as opções disponíveis, mas os sinais enviados por Ancelotti indicam que o jovem atacante ainda deverá aguardar por uma oportunidade como titular.
Outro nome que ganhou força nos bastidores é Danilo. O jogador do Flamengo pode retornar à lateral direita após o treinador testar alternativas improvisadas na posição.
Atualmente atuando como zagueiro no clube carioca, Danilo construiu grande parte de sua trajetória jogando pelos lados do campo, fator que pesa a seu favor neste momento. Sua experiência e versatilidade podem ser importantes para dar mais equilíbrio ao setor defensivo.
Meio-campo e ataque seguem indefinidos
Outra posição que ainda gera discussão é a do terceiro homem de meio-campo.
Lucas Paquetá teve atuação discreta na estreia e corre risco de perder espaço. Caso Ancelotti decida manter três jogadores no setor, Danilo Santos aparece como alternativa. Existe ainda a possibilidade de uma mudança mais ofensiva, com a entrada de Matheus Cunha e uma reorganização da estrutura da equipe.
Na ponta direita, o cenário também permanece aberto. Raphinha não conseguiu repetir suas melhores atuações e deixou dúvidas sobre sua permanência entre os titulares.
Nesse contexto, Luiz Henrique surge como substituto natural. O atacante aparece como uma das opções mais fortes para renovar o setor ofensivo e aumentar a velocidade da equipe pelos lados do campo.
Durante os treinamentos da semana, Ancelotti ainda observou outras alternativas. Uma delas foi Éderson, convocado após o corte de Wesley. O meio-campista chegou a ser testado improvisado na lateral direita, mas a tendência é que a comissão técnica não repita a experiência no jogo oficial.
Com tantas possibilidades em análise, a escalação final deve ser conhecida apenas momentos antes da partida. O que parece certo é que a seleção brasileira entrará em campo diferente daquela que decepcionou na estreia.
Para Ancelotti, o confronto contra o Haiti representa mais do que uma simples rodada da competição. Será uma oportunidade para corrigir erros, recuperar confiança e mostrar sinais de evolução em um trabalho que ainda está nos primeiros passos.
[Fonte: UOL]