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Ciência

Dormir com o celular ao lado da cama faz mal? A ciência separa os mitos do que realmente afeta o sono

Muitas pessoas deixam o celular ao lado da cama todas as noites, mas pesquisas mostram que o maior problema pode não ser a radiação, e sim outros hábitos pouco percebidos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O celular se tornou um dos últimos objetos que muita gente vê antes de dormir e o primeiro ao acordar. Seja para usar o despertador, responder mensagens ou navegar nas redes sociais, ele passou a fazer parte da rotina noturna. Mas será que dormir com o aparelho ao lado da cama realmente prejudica a saúde? A ciência já oferece respostas importantes para essa dúvida e mostra que alguns riscos são diferentes do que muitos imaginam.

O celular ao lado da cama nem sempre é o maior problema

Dormir com o celular ao lado da cama faz mal? A ciência separa os mitos do que realmente afeta o sono
© Unsplash

Para milhões de pessoas, deixar o smartphone sobre o criado-mudo ou até mesmo próximo ao travesseiro virou um hábito automático.

Apesar das dúvidas frequentes sobre possíveis efeitos da radiação emitida pelos aparelhos, as pesquisas científicas realizadas até o momento não encontraram evidências conclusivas de que manter o celular próximo durante a noite provoque doenças apenas pela exposição às ondas de radiofrequência emitidas dentro dos limites permitidos.

A Organização Mundial da Saúde afirma que os estudos sobre esse tema continuam em andamento, mas não existe, até o momento, uma demonstração consistente de relação causal entre o uso habitual de celulares e problemas de saúde provocados exclusivamente pela radiação dos dispositivos.

Ainda assim, alguns especialistas recomendam manter certa distância entre o aparelho e a cama durante o período de descanso como medida preventiva e para reduzir exposições desnecessárias.

Entretanto, os pesquisadores destacam que outros fatores ligados ao uso do celular apresentam evidências muito mais sólidas de impacto sobre o sono.

Luz azul, notificações e excesso de estímulos prejudicam o descanso

Dormir com o celular ao lado da cama faz mal? A ciência separa os mitos do que realmente afeta o sono
© Unsplash

Um dos aspectos mais estudados é a exposição à luz azul emitida pelas telas dos smartphones.

Pesquisas mostram que esse tipo de iluminação pode reduzir a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo natural do sono.

Como consequência, a pessoa pode demorar mais para adormecer e apresentar uma qualidade de descanso inferior.

Outro fator importante são as notificações.

Mesmo quando o usuário não chega a despertar completamente, vibrações, sons ou o simples acendimento da tela podem provocar pequenos despertares e manter o cérebro em estado de vigilância durante toda a noite.

Além disso, utilizar redes sociais, responder mensagens, assistir a vídeos ou trabalhar pouco antes de dormir mantém o cérebro estimulado por mais tempo.

Essa atividade mental dificulta o relaxamento necessário para iniciar o sono de maneira natural.

Por isso, especialistas em medicina do sono costumam recomendar um período de afastamento das telas antes de ir para a cama.

Dormir com o celular debaixo do travesseiro pode representar outro risco

Existe ainda uma recomendação importante feita pelos próprios fabricantes de smartphones.

Colocar o aparelho sob o travesseiro ou entre cobertores, principalmente durante o carregamento da bateria, não é considerado seguro.

O motivo não está relacionado às ondas de rádio, mas ao calor produzido durante o carregamento.

Sem ventilação adequada, o aparelho pode superaquecer, comprometendo o funcionamento da bateria e, em situações raras, aumentando o risco de incêndio.

Por essa razão, o ideal é carregar o telefone sobre superfícies rígidas e bem ventiladas, longe de materiais inflamáveis.

Para melhorar a qualidade do sono, especialistas também sugerem algumas medidas simples:

  • Evitar utilizar o celular entre 30 e 60 minutos antes de dormir.
  • Ativar o modo “Não Perturbe” durante a noite.
  • Manter o aparelho um pouco mais afastado da cama quando possível.
  • Reduzir o brilho da tela ou utilizar o modo noturno nas horas que antecedem o sono.
  • Utilizar um despertador convencional caso o celular incentive o hábito de verificar notificações logo ao acordar.

A conclusão das pesquisas é relativamente clara: o maior impacto do celular sobre a saúde não está, necessariamente, em sua proximidade física durante a noite, mas na forma como ele é utilizado. Desenvolver uma rotina de higiene do sono, reduzir o tempo de exposição às telas antes de dormir e minimizar interrupções durante a madrugada continua sendo uma das estratégias mais eficazes para garantir um descanso de melhor qualidade.

[Fonte: HSBNoticias]

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