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Ciência

Duas atividades simples podem ajudar a manter o cérebro jovem, segundo a neurociência

Caminhar e dançar são duas atividades acessíveis que podem beneficiar memória, cognição e saúde cerebral. E o melhor: não exigem academia, equipamentos especiais ou treinamentos intensos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Em uma época repleta de aplicativos para treinar o cérebro, suplementos e métodos que prometem preservar a memória, a neurociência aponta para uma solução muito mais simples: movimentar o corpo.

E isso não significa necessariamente passar horas na academia ou seguir uma rotina intensa de exercícios.

Qualquer atividade física é melhor do que permanecer completamente sedentário. Entre as diferentes possibilidades, duas práticas cotidianas aparecem como particularmente interessantes para a saúde cerebral: caminhar e dançar.

Além de serem acessíveis para grande parte das pessoas, ambas estimulam mecanismos importantes relacionados à memória, às emoções e à capacidade de adaptação do cérebro.

Caminhar pode trazer benefícios para memória e cérebro

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© Nataliya Vaitkevich – Pexels

Caminhar parece simples demais para ser considerado um exercício poderoso para o cérebro. No entanto, justamente por sua simplicidade, a atividade pode ser facilmente incorporada à rotina.

A caminhada pode fortalecer a comunicação entre circuitos cerebrais envolvidos no controle das emoções, na resolução de problemas e na memória.

Essa melhor integração entre diferentes áreas do cérebro está associada a uma maior preservação das funções cognitivas e pode contribuir para diminuir fatores relacionados ao risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Outro possível benefício está relacionado à comunicação entre os dois hemisférios cerebrais.

Segundo o neurocientista Nas, citado pela Vogue Italia, caminhar durante cerca de 20 minutos, três vezes por semana, pode favorecer o tecido responsável por conectar os dois hemisférios.

Essa estrutura desempenha um papel importante na troca de informações entre diferentes regiões do cérebro e pode ter efeitos positivos sobre a memória.

A vantagem é que não é necessário transformar a caminhada em uma sessão esportiva intensa. O simples hábito de caminhar regularmente já representa uma maneira de aumentar o nível de atividade física.

Dançar funciona como exercício para corpo e mente

A segunda atividade acrescenta outro componente importante: música.

Dançar exige que o cérebro coordene diversas tarefas simultaneamente. É necessário acompanhar o ritmo, controlar movimentos, tomar decisões rapidamente, interpretar estímulos musicais e lidar com emoções.

Essa combinação transforma a dança em um exercício particularmente completo para o cérebro.

Segundo Nas, a necessidade constante de tomar pequenas decisões durante os movimentos ajuda a manter o cérebro ativo e dinâmico.

Quando praticada regularmente, a dança também pode beneficiar a memória e contribuir para preservar funções cognitivas ao longo do envelhecimento.

Outra vantagem é sua versatilidade.

Estudos sobre dança e movimento também investigam possíveis benefícios para a mobilidade de pessoas com Parkinson, além de efeitos positivos sobre humor e bem-estar emocional.

Não é preciso reservar horas para fazer exercícios

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© Pexels

Para muitas pessoas, o principal obstáculo para uma rotina mais ativa é a falta de tempo.

Uma alternativa é parar de pensar na atividade física exclusivamente como um compromisso separado do restante do dia.

Pequenas mudanças podem aumentar significativamente a quantidade de movimento.

Usar as escadas em vez do elevador, caminhar para fazer compras, percorrer pequenos trajetos a pé ou substituir o carro pela bicicleta são maneiras simples de incluir atividade física na rotina.

Até tarefas domésticas e outras atividades cotidianas podem contribuir para diminuir o tempo passado sentado.

O segredo pode estar simplesmente em se movimentar mais

Caminhar e dançar não são soluções milagrosas capazes de impedir o envelhecimento cerebral ou garantir proteção contra doenças neurodegenerativas.

Ainda assim, fazem parte de um conjunto de hábitos associados à manutenção da saúde física e cognitiva.

A grande vantagem é justamente a simplicidade.

Não é necessário comprar equipamentos, frequentar uma academia ou seguir um programa complicado. Para oferecer novos estímulos ao cérebro, muitas vezes o primeiro passo pode ser literalmente levantar da cadeira e começar a se movimentar.

 

[ Fonte: ELLE ]

 

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