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Elon Musk diz que Trump está “nos arquivos de Epstein” enquanto a relação entre os dois desmorona publicamente.

O relacionamento entre Elon Musk e Donald Trump entrou em colapso definitivo — com direito a acusações envolvendo Jeffrey Epstein, ameaças de cortes de bilhões em subsídios e memes venenosos. O que começou como uma aliança estratégica, agora se transforma em uma batalha pública com potencial de causar terremotos políticos e financeiros.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O que era uma relação de conveniência entre duas figuras centrais da política e tecnologia dos EUA virou um espetáculo público de ataques mútuos. Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, rompeu com Donald Trump de maneira explosiva ao sugerir que o ex-presidente está envolvido nos arquivos secretos de Jeffrey Epstein. Trump, por sua vez, respondeu com ameaças diretas de cortar bilhões em contratos governamentais. O embate promete se intensificar — e arrastar o mercado e a política consigo.

 

A acusação que incendiou tudo

Em um post publicado na plataforma X (ex-Twitter), Musk declarou:

“Hora de soltar a bomba: @realDonaldTrump está nos arquivos de Epstein. Esse é o verdadeiro motivo pelo qual eles nunca foram divulgados. Tenha um bom dia, DJT!”

 

A frase marcou o início de um verdadeiro colapso público da relação entre os dois. Embora Trump tenha tido uma relação notoriamente próxima com Epstein no passado, muitos de seus apoiadores MAGA preferem ignorar ou negar qualquer implicação mais profunda. Musk agora revive esse tema delicado e o insere diretamente no centro da disputa.

 

Troca de farpas e memes

Tudo começou após uma coletiva na Casa Branca, onde Trump ironizou Musk dizendo que ele parecia estar com “Síndrome de Derretimento Trump” e até zombou de um hematoma no rosto do bilionário: “Quer um pouco de maquiagem?”

Musk respondeu com uma enxurrada de posts irônicos, memes sugerindo que Trump foi substituído por um sósia e sugestões de que poderia fundar um novo partido político. Em uma postagem, escreveu:

“Sem mim, Trump teria perdido a eleição, os democratas controlariam a Câmara e os republicanos teriam 51-49 no Senado. Quanta ingratidão.”

Ele também compartilhou um vídeo antigo em que Trump elogia a Tesla e chama Musk de “patriota”. A intenção: expor a mudança repentina de tom do ex-presidente.

 

A disputa pelos subsídios e contratos

Trump não deixou barato. Em resposta ao bombardeio digital, escreveu:

“Elon estava se desgastando. Pedi que ele saísse. Tirei dele o Mandato dos Carros Elétricos que obrigava todos a comprar algo que ninguém queria. Ele enlouqueceu!”

 

Mais grave, Trump ameaçou cortar os contratos públicos que beneficiam as empresas de Musk:

“A maneira mais fácil de economizar bilhões no nosso orçamento é cancelar os subsídios e contratos de Elon. Sempre me surpreendeu que Biden não tenha feito isso.”

 

Musk respondeu com ironia:

“Vai ficando cada vez melhor… Vá em frente, me faça feliz.”

E depois:

“À luz das declarações do presidente sobre o fim dos contratos, a @SpaceX começará a descomissionar a espaçonave Dragon imediatamente.”

 

Conspiração, deportação e escalada

Como se não bastasse, Steve Bannon — aliado de Trump e crítico declarado de Musk — declarou ao New York Times que Trump deveria iniciar uma investigação sobre o status migratório do bilionário, insinuando que ele seria um “imigrante ilegal”.

“Acredito fortemente que ele está ilegal no país e deveria ser deportado imediatamente,” disse Bannon, referindo-se a comentários antigos de Musk e seu irmão sobre terem permanecido nos EUA após expirarem seus vistos estudantis.

Se comprovado, isso poderia colocar até mesmo a cidadania de Musk em risco — e acrescenta um novo nível de gravidade à crise entre os dois.

 

Impactos no mercado e nos bastidores

No meio da tempestade, as ações da Tesla despencaram 14% no dia, com valor caindo para US$ 284. A instabilidade política e o racha com a base conservadora colocam Musk em uma posição delicada. A influência do bilionário sobre políticas públicas e mercados sempre foi alvo de críticas, mas agora, sem o apoio de Trump e sob ameaça direta de cortes federais, ele enfrenta um cenário bem mais desafiador.

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