Com o constante aumento dos preços da gasolina e do diesel, muitos motoristas têm adotado o hábito de abastecer o carro aos poucos, acreditando que isso ajuda a controlar os gastos. No entanto, especialistas e fabricantes alertam: essa prática pode sair mais cara a longo prazo. Manter o tanque cheio não só é mais eficiente como evita prejuízos no desempenho do motor.
Por que abastecer aos poucos pode ser um erro

Segundo informações divulgadas pelo site La Razon, manter o tanque parcialmente vazio aumenta a quantidade de ar em seu interior, o que favorece a evaporação do combustível. Esse processo, além de elevar o consumo do veículo, pode comprometer componentes internos do motor ao longo do tempo.
Quando o tanque está mais vazio, a superfície de contato entre o ar e o combustível cresce, acelerando a evaporação e prejudicando o rendimento. Essa perda é silenciosa, mas constante, e pode representar um custo significativo, mesmo que difícil de calcular com precisão.
Apesar da crença popular de que o peso do tanque cheio aumenta o consumo, especialistas garantem que esse impacto é mínimo e que os benefícios do abastecimento completo superam qualquer perda gerada pelo peso adicional do combustível.
Outras dicas para economizar e proteger o veículo
A recomendação de manter o tanque cheio é válida para todos os veículos com motores a combustão, independentemente do local onde circulam ou das condições do trânsito. E não para por aí: outras boas práticas também fazem diferença no consumo.
Entre elas estão o uso adequado das marchas, a verificação frequente da pressão dos pneus, a condução sem acelerações bruscas, o planejamento de rotas e a eliminação de peso desnecessário no veículo. Além disso, a Direção-Geral de Trânsito reforça que aquecer o motor parado antes de sair não é eficiente — o motor aquece melhor em movimento, e forçá-lo a frio só aumenta o desgaste e o consumo.
Portanto, ao contrário do que muitos pensam, abastecer o tanque por completo e adotar uma condução mais consciente pode ser a melhor estratégia para enfrentar os preços altos — e ainda prolongar a vida útil do motor.
[Fonte: Itatiaia]