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Escultura na COP30 causa polêmica e vira alvo de críticas religiosas

Uma obra de arte instalada em Belém durante a COP30 virou o centro de uma forte polêmica nas redes sociais. A escultura que mistura elementos de onça e dragão despertou reações de líderes evangélicos e acendeu um debate sobre simbolismo, fé e expressão artística no Brasil.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Escultura na COP30 provoca reação de líderes religiosos

Batizada de “Espírito Guardião Dragão-Onça”, a escultura na COP30 foi criada pela artista chinesa Huang Jian e inaugurada em Belém. Feita em bronze, a peça une a figura da onça, símbolo da fauna brasileira, com o dragão, figura tradicional da mitologia chinesa.

A obra foi rapidamente reinterpretada por lideranças religiosas como um símbolo negativo. O apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer e presidente internacional da Marcha para Jesus, publicou vídeos comentando a escultura na COP30 e afirmou que a peça poderia representar uma “fusão da identidade nacional com valores que não refletem a tradição cristã”.

Ele também citou um trecho bíblico que menciona um “grande dragão vermelho que engana o mundo inteiro”.

Redes sociais amplificam a polêmica

Após a publicação do vídeo, o tema ganhou força nas redes. Comentários com frases como “o Brasil é de Jesus” e mensagens de repúdio se multiplicaram. A escultura na COP30 passou a ser tratada por muitos como um símbolo de confronto religioso, mesmo sem essa intenção original.

A discussão deixou de ser apenas artística e passou a envolver política, religião e identidade cultural, ampliando o alcance do debate.

Entenda o significado da obra

Segundo a própria artista, a escultura na COP30 não tem relação com símbolos religiosos. A proposta é representar o encontro entre a ancestralidade amazônica e a mitologia chinesa, reforçando a ideia de intercâmbio cultural entre países.

Além dessa peça, Huang Jian também criou a escultura “Mãe Brasil”, que retrata uma mulher sobre uma vitória-régia. Essa obra permanece instalada na Praça da Bandeira, dentro do espaço chamado Freezone Cultural Action.

A escultura na COP30 também faz parte do projeto “Prêmio Dragão-Pantera Guardião”, voltado à proteção de florestas primárias e ao incentivo de iniciativas ambientais.

Autoridades defendem intercâmbio cultural

A secretária municipal de Cultura e Turismo, Cilene Sabino, defendeu a presença da escultura na COP30. Segundo ela, o monumento representa a importância da arte internacional e do intercâmbio entre culturas promovido pelo evento.

Para Sabino, Belém recebeu “uma obra assinada por uma artista de grande relevância internacional”, reforçando o papel da cidade como palco de diálogo cultural durante a conferência.

O debate está só começando

A escultura na COP30 segue exposta e continua dividindo opiniões. Para uns, é expressão artística e cooperação internacional. Para outros, é um símbolo controverso. A discussão agora vai além da arte: toca em fé, identidade cultural e os limites da interpretação simbólica no espaço público.

[Fonte: Correio Braziliense]

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