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EUA Impõem Tarifas de 104% à China: O Impacto no Mercado Financeiro e nas Bolsas Brasileiras

As bolsas asiáticas sofreram uma queda significativa após a confirmação das tarifas de 104% impostas pelos Estados Unidos à China. A medida acirra ainda mais a guerra comercial entre as duas potências, com implicações profundas nos mercados financeiros globais. Como os investidores estão reagindo a essa escalada econômica?
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Tempo de leitura: 2 minutos

Após a confirmação das tarifas de 104% dos Estados Unidos sobre as importações chinesas, o impacto foi imediato nas principais bolsas de valores asiáticas. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, elevou as tensões comerciais entre as duas potências, levando as bolsas a sofrerem fortes quedas, além de movimentar o mercado financeiro global de maneira significativa.

O Impacto nas Bolsas Asiáticas

Na manhã de quarta-feira (9), as bolsas asiáticas abriram com resultados mistos, mas com uma tendência predominante de queda devido às novas tarifas. O Hang Seng de Hong Kong registrou uma variação de 4%, o CSI 1000 da China teve um movimento semelhante de 5%, enquanto o Nikkei 225 do Japão caiu 3,65%. O Kospi da Coreia do Sul também enfrentou uma leve queda de 1,02%.

A escalada começou na véspera, quando a Casa Branca confirmou que as tarifas de 104% sobre os produtos chineses entrariam em vigor, após a China não recuar na retaliação aos Estados Unidos até o prazo estipulado por Trump, que expirou na terça-feira (8).

A Evolução das Tarifas: De 34% a 104%

O aumento das tarifas começou a ganhar forma no início de fevereiro, quando os EUA impuseram uma tarifa de 10% sobre as importações chinesas, somada à taxa anterior de 10%, totalizando 20%. Em 2 de abril, Trump anunciou uma nova rodada de “tarifas recíprocas” de 34%, aumentando o total para 54%. Como resposta da China, que impôs tarifas de 34% sobre os produtos americanos, os Estados Unidos aumentaram em mais 50%, levando o total das tarifas sobre a China a 104%.

Eua Impõem Tarifas De 104% à China
© Pexels

O Impacto no Mercado Global

Essas medidas geraram grande volatilidade no mercado financeiro global. Após dias de quedas significativas, as bolsas europeias e asiáticas chegaram a fechar em alta, mas as confirmações das novas tarifas à China mudaram rapidamente o panorama, fazendo com que as bolsas de Nova York fechassem em queda. O S&P 500, por exemplo, caiu abaixo de 5.000 pontos pela primeira vez em quase um ano.

A capitalização de mercado das empresas americanas diminuiu em US$ 852 bilhões, com as gigantes da tecnologia sendo as mais impactadas. Empresas como Apple, Microsoft, Amazon e Google perderam US$ 320 bilhões só na segunda-feira, e desde janeiro, o valor de mercado desse grupo encolheu US$ 4,55 trilhões.

Reações no Brasil

No Brasil, o índice Ibovespa fechou novamente em queda, aos 123.932 pontos. O dólar, que chegou a bater os R$ 6, encerrou o dia cotado a R$ 5,9973, refletindo as tensões globais.

A guerra comercial entre EUA e China parece longe de um acordo, e as medidas econômicas tomadas por ambas as partes continuam a gerar incertezas e volatilidade nos mercados financeiros internacionais. A escalada de tarifas pode continuar a afetar não apenas os mercados de ações, mas também o comércio global como um todo.

Fonte: O Globo

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