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Família exige nova autópsia no Brasil e denuncia falhas no caso Juliana Marins

A morte de Juliana Marins após uma queda no Monte Rinjani, na Indonésia, gerou uma série de dúvidas e revolta por parte da família. Enquanto o corpo ainda aguarda translado, parentes pedem uma nova autópsia no Brasil e denunciam falhas no resgate, na comunicação e até na logística do retorno da jovem.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O trágico falecimento da brasileira Juliana Marins em uma trilha na Indonésia levantou uma série de questionamentos ainda sem respostas. Sua família, inconformada com os procedimentos locais, busca agora justiça, transparência e o direito a uma nova autópsia em solo brasileiro. Enquanto o corpo permanece retido no exterior, o drama se estende por entraves judiciais, atrasos no translado e críticas à condução do caso por autoridades e companhias aéreas.

 

Pedido na Justiça por nova autópsia

A família de Juliana Marins acionou a Justiça com o objetivo de realizar uma nova autópsia no Brasil. Com apoio do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança da Prefeitura de Niterói, a Defensoria Pública da União entrou com um pedido formal junto à Justiça Federal. No entanto, o Plantão Judiciário se declarou incompetente para a decisão, que agora está nas mãos do juiz sorteado para o caso.

Enquanto isso, o corpo de Juliana continua na Indonésia, à espera do translado.

 

Laudo médico e reação da família

A primeira autópsia foi feita em Bali no dia seguinte à remoção do corpo do Parque Nacional do Monte Rinjani. Segundo o legista Ida Bagus Putu Alit, a jovem teve múltiplas fraturas e lesões internas, o que causou sua morte em menos de 20 minutos após o impacto. Ele descartou hipóteses como hipotermia.

A divulgação do laudo revoltou os familiares. Mariana Marins, irmã da vítima, criticou duramente o fato de a imprensa ter recebido as informações antes da própria família. “É um absurdo atrás do outro. Fomos chamados ao hospital para receber o laudo, mas o médico resolveu dar uma coletiva antes. Inaceitável”, desabafou.

 

Incerteza no translado do corpo

Neste domingo (29), a família fez um apelo público à companhia aérea Emirates para que confirmasse o voo de retorno do corpo ao Brasil. Segundo Mariana, um voo para o aeroporto do Galeão estava marcado, mas a empresa alegou, de última hora, falta de espaço no porão da aeronave.

A única alternativa apresentada foi o envio do corpo até São Paulo, sem garantia de transporte até o Rio de Janeiro. Mariana suspeita de má-fé: “Parece proposital. Será que há medo do que uma nova autópsia pode revelar? O embalsamamento tem validade limitada.”

A Emirates, por sua vez, afirmou que está apurando o ocorrido.

 

Reconhecimento tardio das autoridades locais

Somente neste fim de semana, o governador da província de Sonda Ocidental, Lalu Muhamad Iqbal, onde fica o Monte Rinjani, se manifestou oficialmente. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele reconheceu a precariedade da infraestrutura e dos protocolos de resgate na região.

Segundo Iqbal, o mau tempo e a areia solta comprometeram a operação dos helicópteros de resgate, além de expor a carência de profissionais especializados e equipamentos adequados para situações de emergência em áreas montanhosas.

“Estamos comprometidos com uma revisão completa dos procedimentos no Rinjani. A montanha não é mais apenas uma trilha, virou um destino turístico internacional e precisa estar à altura disso”, afirmou o governador em uma mensagem direcionada aos brasileiros.

 

Famílias buscam respostas

Apesar das declarações, a família de Juliana continua em busca de esclarecimentos concretos. Até o momento, autoridades indonésias como a polícia, o parque nacional, o Ministério do Turismo e até a Presidência do país não responderam às tentativas de contato da imprensa brasileira.

 

Enquanto isso, cresce a pressão por justiça, por respostas transparentes e pelo direito de trazer Juliana Marins de volta para casa, com dignidade e o devido cuidado que o caso exige.

 

[ Fonte: G1.Globo ]

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