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Fingir a própria morte não adiantou: condenado por agressão sexual nos EUA

Por anos, um homem conseguiu enganar autoridades de dois continentes, mudar de identidade e até encenar a própria morte. Mas a verdade, como sempre, encontrou um caminho para vir à tona — e agora ele enfrenta uma sentença que pode tirá-lo das ruas para sempre.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O caso de Nicholas Rossi parece roteiro de série policial: múltiplos nomes, viagens internacionais, disfarces e um obituário falso para escapar da justiça. Mas por trás da trama digna de ficção, existem vítimas reais e acusações graves que se arrastam há mais de uma década. A seguir, os principais capítulos dessa história que chocou os Estados Unidos e a Escócia.

Um nome que virou sinônimo de escândalo

Nos Estados Unidos, Nicholas Rossi — também conhecido como Nicholas Alahverdian — já era alvo de denúncias de violência sexual desde 2008. Acusado de estuprar uma ex-namorada, ele fugiu e fingiu estar morto, publicando até um falso obituário que relatava uma suposta doença terminal.
O disfarce ruiu quando, em 2021, foi identificado por funcionários de um hospital na Escócia, graças a seus tatuagens e a uma alerta internacional da Interpol. No último julgamento, um júri do condado de Salt Lake o declarou culpado de estupro em primeiro grau contra uma ex-parceira que se recuperava de uma lesão cerebral.

A acusação e o julgamento

Segundo a promotoria, Rossi explorou a vulnerabilidade da vítima, controlando-a emocional e financeiramente. O relacionamento passou do noivado à violência sexual em poucas semanas. Temendo represálias e influências familiares, a vítima só denunciou o caso anos depois, ao ver seu agressor nas notícias.
O julgamento durou três dias e contou com depoimentos da vítima e de seus pais. Rossi, por sua vez, se recusou a prestar declarações. A condenação em Utah prevê de no mínimo cinco anos de prisão até prisão perpétua. A sentença será anunciada em 20 de outubro.

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© Clark Van Der Beken

Uma fuga internacional digna de filme

Após o falso anúncio de morte em 2020, Rossi foi rastreado até Glasgow, onde foi preso enquanto tratava da COVID-19. No Reino Unido, apresentou-se como “Arthur Knight”, um suposto órfão irlandês, e alegou ser vítima de conspiração. As investigações revelaram pelo menos uma dúzia de identidades falsas usadas em diferentes países.
Extraditado para Utah em janeiro de 2024, ele também responde por fraude em Ohio e por não se registrar como agressor sexual em Rhode Island.

Um passado marcado por crimes

Criado em lares adotivos, Rossi já acumulava antecedentes criminais por crimes sexuais desde 2008. No próximo mês, ele enfrentará um segundo julgamento por estupro contra outra ex-namorada, ocorrido em circunstâncias semelhantes.
As autoridades investigam ainda outros possíveis delitos cometidos por ele em diferentes estados norte-americanos. A primeira condenação encerra anos de fuga e manipulação, mas pode ser apenas o início de uma longa série de sentenças.

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