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Ciência

Fungo sexualmente transmissível preocupa autoridades nos EUA: surto de TMVII cresce em Minnesota

Mais de 30 casos confirmados ou suspeitos do fungo Trichophyton mentagrophytes genótipo VII (TMVII) foram identificados na região metropolitana de Minneapolis–Saint Paul desde julho. Embora o risco geral seja considerado baixo, autoridades alertam para transmissão por contato íntimo e sintomas mais inflamatórios que o habitual.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Uma nova variante de micose está chamando atenção das autoridades de saúde nos Estados Unidos. O Trichophyton mentagrophytes genótipo VII — conhecido como TMVII — é um fungo associado a transmissão predominantemente sexual e já provocou dezenas de casos em Minnesota. Embora a infecção ainda seja tratável, especialistas alertam para diagnóstico difícil, sintomas mais intensos e necessidade de vigilância ampliada.

O que é o TMVII?

Apesar do nome “micose” (ou “tinha”), não se trata de verme, mas de infecção fúngica da pele. O TMVII é uma variante emergente do fungo Trichophyton mentagrophytes, identificada inicialmente na Europa e na Ásia.

Nos EUA, os primeiros casos foram relatados em 2024, em Nova York. Agora, o maior agrupamento registrado até o momento ocorre na região metropolitana de Minneapolis–Saint Paul.

Segundo o Departamento de Saúde de Minnesota, até 12 de fevereiro havia 13 casos confirmados e 27 suspeitos.

Como ocorre a transmissão

Diferentemente da maioria das micoses comuns, o TMVII parece se espalhar principalmente por contato sexual próximo.

Até agora, a maior parte dos casos foi identificada em homens que fazem sexo com homens. Autoridades também apontam risco aumentado entre pessoas que utilizam aplicativos de encontros anônimos e indivíduos com histórico prévio de infecções sexualmente transmissíveis.

O risco geral para a população é considerado baixo, mas o monitoramento foi intensificado.

Sintomas e complicações

O TMVII provoca lesões circulares na pele — geralmente avermelhadas, descamativas e com coceira — semelhantes a outras micoses. Porém, esta variante tende a causar quadros mais inflamatórios, dolorosos e persistentes.

As erupções podem surgir:

  • Nos genitais

  • Nas nádegas

  • No tronco

  • Nos membros

  • No rosto

Em casos mais graves, podem ocorrer cicatrizes permanentes e infecções bacterianas secundárias que exigem antibióticos.

Outro desafio é o diagnóstico. As lesões podem ser confundidas com eczema ou psoríase, o que atrasa o tratamento adequado.

Tratamento e prognóstico

A boa notícia é que o TMVII ainda responde a antifúngicos convencionais. No entanto, os casos costumam exigir tratamento prolongado para erradicar completamente o fungo.

Autoridades de saúde recomendam que pessoas com erupções suspeitas — especialmente após contato íntimo recente com alguém com lesão semelhante — procurem atendimento médico o quanto antes.

O tratamento precoce reduz o risco de agravamento e complicações.

Medidas de prevenção

O Departamento de Saúde de Minnesota orienta:

  • Evitar contato pele a pele se houver lesão ativa

  • Cobrir as áreas afetadas com curativos ou roupas

  • Não compartilhar toalhas, roupas de cama ou lâminas de barbear

  • Lavar as mãos cuidadosamente após tocar áreas infectadas

  • Informar parceiros sexuais para que também busquem avaliação médica

Um alerta, não um pânico

Embora o surto represente o maior cluster documentado nos EUA até agora, especialistas ressaltam que o risco populacional permanece baixo.

Ainda assim, o surgimento do TMVII reforça a importância da vigilância epidemiológica e do diagnóstico adequado em infecções cutâneas persistentes.

Em um cenário global de microrganismos emergentes e resistência crescente a tratamentos, acompanhar de perto essas novas variantes é fundamental para evitar que pequenos surtos se tornem problemas maiores de saúde pública.

 

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