Pular para o conteúdo
Mundo

Furacão Karina atinge categoria 3 no Pacífico com ventos de 205 km/h

O furacão Karina ganhou força rapidamente sobre o oceano Pacífico e alcançou a categoria 3. O ciclone está a mais de 1.500 quilômetros da península da Baja California, no México, e pode ficar ainda mais intenso nas próximas horas.
Por

Tempo de leitura: 3 minutos

O furacão Karina, que surgiu como uma tempestade tropical na última quinta-feira (27), intensificou-se rapidamente no domingo (30) e alcançou a categoria 3, segundo informações do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

O ciclone apresenta ventos máximos sustentados de aproximadamente 205 km/h e está localizado a cerca de 1.545 quilômetros a sudoeste do extremo sul da península da Baja California Sur, no México.

A rápida evolução do sistema chamou a atenção. O primeiro alerta do NHC classificando Karina como tempestade tropical foi divulgado em 27 de agosto. Na manhã de domingo, o fenômeno já havia alcançado a categoria 1.

Pouco depois, ganhou ainda mais força e atingiu a categoria 3, entrando oficialmente na classificação dos chamados grandes furacões.

E o processo de intensificação pode ainda não ter terminado.

De acordo com as projeções meteorológicas, Karina pode ganhar um pouco mais de força nesta segunda-feira (31).

Furacão avança pelo Pacífico sem ameaçar diretamente a costa

Apesar da intensidade, Karina não representa, até o momento, uma ameaça direta de impacto sobre áreas continentais.

O furacão está se deslocando em direção ao oeste a aproximadamente 9 km/h. Por causa de sua trajetória atual, nenhum alerta ou aviso de furacão foi emitido para regiões costeiras.

Isso não significa, porém, que seus efeitos ficarão restritos ao oceano aberto.

O NHC alertou que as ondas produzidas pelo sistema podem alcançar partes da costa sudoeste do México e da península da Baja California nos próximos dias.

Essas condições podem provocar ondas fortes e correntes de retorno perigosas, especialmente para banhistas e embarcações menores.

Mesmo furacões que passam a centenas ou milhares de quilômetros da costa conseguem produzir alterações significativas no mar.

Por isso, autoridades recomendam acompanhar as previsões meteorológicas e respeitar eventuais orientações locais.

Karina pode ficar ainda mais forte

Furacões de categoria 3 apresentam ventos sustentados entre aproximadamente 178 e 208 km/h na escala Saffir-Simpson.

Isso coloca Karina perto do limite necessário para alcançar a categoria 4, embora as previsões ainda possam mudar conforme o sistema avança pelo Pacífico.

A intensidade dos ciclones tropicais depende de diversos fatores, incluindo a temperatura da superfície do oceano, a umidade atmosférica e a presença de cisalhamento do vento.

Águas oceânicas mais quentes fornecem energia para esses sistemas e podem favorecer processos de rápida intensificação quando outras condições atmosféricas também são favoráveis.

Temporada de furacões segue ativa no Pacífico

Furacões
© NOAA

Karina não é o primeiro grande sistema tropical registrado na região durante a atual temporada.

Antes dele, outros três furacões já haviam se formado nas bacias oriental e central do Pacífico. Entre eles estava Lala, que atingiu a classificação de grande furacão em meados de agosto e provocou impactos no Havaí.

A temporada oficial de ciclones tropicais no Pacífico central acontece entre 1º de junho e 30 de novembro.

O fenômeno El Niño também pode influenciar esse cenário.

Caracterizado por um aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, o El Niño modifica padrões atmosféricos em diferentes partes do planeta e pode favorecer uma maior atividade de ciclones em determinadas regiões do Pacífico.

Para a atual temporada, as previsões apontam para a formação de diversas tempestades tropicais na bacia central.

No caso de Karina, a atenção agora está concentrada principalmente em duas questões: quanto o furacão ainda poderá se intensificar e como sua trajetória evoluirá nos próximos dias.

Por enquanto, o sistema permanece distante da costa, mas sua força já é suficiente para provocar condições marítimas perigosas a centenas de quilômetros de distância.

 

[ Fonte: DW ]

 

Partilhe este artigo

Artigos relacionados