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Governo de um país europeu está oferecendo até meio milhão de reais para quem topar morar em suas ilhas mais isoladas

Mas o bônus generoso vem acompanhado de regras específicas — e oportunidades surpreendentes.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A busca por qualidade de vida, tranquilidade e um novo começo tem levado muitos a considerar destinos inusitados. Um deles vem da Irlanda, que está disposta a pagar valores significativos para quem aceitar se mudar para uma de suas ilhas remotas. A proposta mistura incentivos financeiros, renovação cultural e um modo de vida fora do comum.

Um plano para reviver as ilhas esquecidas

Governo de um país europeu está oferecendo até meio milhão de reais para quem topar morar em suas ilhas mais isoladas
© Pexels

A Irlanda decidiu investir pesado para repovoar parte de seu território quase esquecido: 23 ilhas remotas na costa oeste do país. O programa “Our Living Islands”, renovado em junho e válido até 2033, oferece bônus de até 70 mil euros (cerca de R$ 454,8 mil) a quem aceitar viver em uma dessas ilhas com paisagens deslumbrantes, mas pouco habitadas.

Entre os destinos disponíveis estão Aran, Clare, Dursey, Inishturk e Inishbofin. Juntas, essas ilhas somam pouco mais de 2.700 moradores, segundo dados de 2016. O objetivo do governo é preservar a cultura local, fortalecer a economia regional e garantir que comunidades sustentáveis e vibrantes continuem existindo nesses territórios isolados.

Para participar, não é necessário ser cidadão irlandês, mas é preciso ter direito legal de residir no país, conforme as regras migratórias vigentes. A maioria das casas oferecidas está em mau estado e precisa de reforma, por isso o valor concedido deve ser investido obrigatoriamente na reestruturação do imóvel adquirido.

Quanto se ganha e o que é exigido

Governo de um país europeu está oferecendo até meio milhão de reais para quem topar morar em suas ilhas mais isoladas
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Os bônus variam conforme a ilha e o tipo de propriedade. Para imóveis desocupados, o incentivo pode chegar a 50 mil euros (cerca de R$ 324,9 mil). Já casas abandonadas e em estado crítico de conservação podem render mais 20 mil euros extras, totalizando os 70 mil euros máximos.

Os imóveis devem ter sido construídos antes de 2007 e estar desocupados por, no mínimo, dois anos. Além disso, quem adquirir um imóvel precisa usá-lo como residência principal ou disponibilizá-lo para aluguel de longo prazo. A permanência mínima exigida é de dez anos. Se as regras forem descumpridas, o bônus deve ser devolvido ao governo.

Até março de 2025, 35 pessoas haviam se candidatado ao programa e 22 delas já tinham sido aprovadas. Um número ainda pequeno, mas que mostra o início de um movimento promissor para quem quer transformar sua vida em um lugar onde o tempo parece passar mais devagar — e com uma bela ajuda financeira.

[Fonte: UOL]

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