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Ciência

La Niña intensifica calor, tempestades e secas em fevereiro

Fevereiro é o mês mais quente do ano no Brasil e, em 2024, o fenômeno La Niña continua a influenciar o clima do país. Enquanto algumas regiões enfrentam chuvas intensas e risco de alagamentos, outras podem sofrer com secas prolongadas e temperaturas extremas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Como La Niña interfere no clima?

La Niña é um fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança influencia padrões meteorológicos em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Em fevereiro, o fenômeno se mantém em intensidade fraca, com a temperatura do oceano na região Niño 3.4 cerca de 0,9°C abaixo da média. Esse resfriamento afeta a distribuição das chuvas e das temperaturas, causando instabilidade climática.

As principais consequências incluem chuvas irregulares e períodos prolongados de seca, impactando principalmente o Sul do país. Além disso, há registro de precipitações acima da média no Sudeste e no Centro-Oeste, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos.

Regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas

A distribuição de chuvas e calor em fevereiro varia conforme a região:

  • Sudeste: São Paulo e Rio de Janeiro devem enfrentar chuvas volumosas no início do mês, reduzindo gradualmente ao longo das semanas.
  • Centro-Oeste: Mato Grosso e Goiás terão pancadas intensas, mas algumas áreas podem registrar precipitações abaixo da média.
  • Sul: O Rio Grande do Sul pode enfrentar secas prolongadas, com temperaturas que ultrapassam os 40°C em alguns dias.
  • Norte e Nordeste: Chuvas acima da média são esperadas, principalmente no Maranhão, Piauí e Ceará. Entretanto, estados como Acre e Amazonas podem registrar menos chuva do que o esperado.

O impacto do calor extremo e das tempestades

Além das chuvas desiguais, as altas temperaturas e o calor extremo representam desafios adicionais:

  • Inundações e alagamentos: O excesso de chuva no Sudeste e Centro-Oeste pode gerar deslizamentos de terra e transtornos urbanos.
  • Setor agrícola: O padrão irregular de precipitações pode afetar lavouras, prejudicando colheitas e produção de alimentos.
  • Saúde e bem-estar: Temperaturas elevadas no Sul e Sudeste exigem atenção para evitar riscos como desidratação e insolação.

Com as variações climáticas deste verão, é essencial acompanhar previsões meteorológicas e adotar medidas preventivas para minimizar os impactos do fenômeno La Niña nas diferentes regiões do Brasil.

[Fonte: Isto é]

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