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Ciência

“La Niña” retorna? Segundo especialistas, pode estar mais próximo do que se imaginava

Embora ainda não seja certo, o possível impacto desse fenômeno sobre a próxima safra no Brasil já levanta preocupações entre produtores e especialistas, especialmente no Sul do país.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Uma nova análise climática internacional reacendeu o alerta sobre o comportamento do tempo no Brasil nos próximos meses. O possível retorno do fenômeno La Niña gera dúvidas entre meteorologistas e produtores rurais, principalmente sobre o impacto nas lavouras e no início da safra de soja. Com o inverno mais seco, o país pode enfrentar importantes oscilações nos próximos períodos.

Tendência de inverno seco e temperaturas elevadas

“La Niña” retorna? Segundo especialistas, pode estar mais próximo do que se imaginava
© Pexels

Segundo o meteorologista Arthur Müller, as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil devem enfrentar um inverno mais quente e com chuvas abaixo da média. A tendência se mantém até agosto, com destaque para a escassez hídrica.

Por outro lado, há expectativa de que as chuvas retornem de forma mais consistente a partir de setembro, favorecendo as principais regiões produtoras de soja. Essa mudança é considerada positiva para o início do plantio, ainda que o cenário geral siga sendo monitorado de perto.

O ponto de incerteza ainda é o comportamento do Oceano Pacífico. Caso as temperaturas caiam de forma significativa, o retorno do La Niña será oficialmente confirmado — e isso pode alterar as previsões para o segundo semestre.

Impactos potenciais sobre a próxima safra

De acordo com o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, mesmo sem a confirmação oficial do fenômeno, os efeitos já podem ser sentidos de forma semelhante. Ele alerta que o início da safra pode ocorrer sob influência do La Niña, mas as condições tendem a voltar à neutralidade na primavera.

O maior risco está concentrado na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, onde existe possibilidade de estiagens entre novembro e fevereiro. Esses períodos secos podem durar até 30 dias, comprometendo parte da produtividade agrícola.

Santos destaca que, mesmo em 2024, quando o La Niña não foi declarado oficialmente, os padrões atmosféricos se comportaram como se o fenômeno estivesse ativo, o que provocou problemas climáticos em diversos estados.

O que esperar nos próximos dias

A previsão para o curto prazo indica tempo firme na maior parte do Brasil até o domingo (14), com exceção do extremo norte da Região Norte e do litoral nordestino, onde há chance de chuvas isoladas.

A partir do dia 14, o Rio Grande do Sul e algumas áreas de Minas Gerais devem registrar pancadas ocasionais. Entre os dias 16 e 17, a previsão aponta o retorno de chuvas mais intensas ao território gaúcho, seguidas de um novo período de tempo firme a partir do dia 18.

Julho será marcado por grande amplitude térmica, com manhãs frias e tardes mais quentes — uma característica típica de meses sob domínio de massas de ar polar. Com isso, os próximos dados climáticos serão decisivos para definir se o La Niña realmente está a caminho.

[Fonte: Canal Rural]

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