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Ciência

Mais energia, pele bonita e “detox”? O hype (e os riscos) da água com clorofila

Uma bebida esverdeada tomou conta das redes sociais com promessas de pele perfeita, energia em alta e corpo “desintoxicado”. Mas será que o hype tem respaldo na ciência? Entenda o que é essa substância tão popular, os possíveis riscos e o que os especialistas realmente recomendam.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Nos últimos meses, uma bebida de aparência verde intensa ganhou fama como “milagre líquido” entre influenciadores de bem-estar. A clorofila líquida — ou melhor, a clorofilina — conquistou milhares de adeptos que juram por seus benefícios. Mas será que os efeitos são reais ou apenas fruto de marketing? A seguir, explicamos o que está por trás dessa tendência e o que a ciência tem a dizer sobre ela.

O que é clorofila (e o que realmente vai na sua garrafa)

A clorofila é o pigmento verde que permite às plantas fazer fotossíntese. Está presente em alimentos como espinafre, couve e salsa. No entanto, a versão usada nos suplementos não é a mesma. A maioria dos produtos usa clorofilina, uma forma sintética em que o magnésio é substituído por cobre, tornando a substância mais estável e solúvel em água.

Vendida em gotas ou cápsulas, ela viralizou nas redes com a promessa de limpar o organismo, melhorar a digestão e transformar a pele — mas com pouca comprovação científica.

De hospital a tendência nas redes: como tudo começou

O uso terapêutico da clorofila tem décadas. Nos anos 1940, foi usada como desodorizante em hospitais, e nos anos 1950, chegou a pastas de dente e gomas de mascar. Porém, foi a internet que reacendeu o interesse por ela. Plataformas como YouTube e TikTok deram nova vida ao composto, com vídeos virais sob a hashtag #chlorophyll acumulando milhões de visualizações.

Influenciadores compartilham rotinas que incluem a bebida verde como uma solução quase mágica. No entanto, essas recomendações se baseiam mais em experiências pessoais do que em evidências robustas.

Clorofila (2)
© FreePik

Promessa exagerada ou real benefício?

A lista de supostos benefícios é extensa: melhora da pele, aumento de energia, digestão facilitada e “desintoxicação”. Estudos preliminares em animais sugerem efeitos antioxidantes e potencial de bloqueio de algumas toxinas. Ainda assim, especialistas alertam que os testes em humanos são escassos.

Apesar de parecer segura em doses moderadas, a clorofilina pode causar efeitos colaterais como náuseas e sensibilidade à luz. O excesso de cobre, presente nessa forma sintética, também pode ser prejudicial.

Como consumir clorofila de forma natural e segura

Para quem deseja aproveitar os benefícios da clorofila, a melhor forma ainda é pelos alimentos naturais. Verduras como espinafre, acelga, rúcula e couve são ricas nesse pigmento e vêm acompanhadas de fibras, vitaminas e antioxidantes.

Em resumo, antes de seguir qualquer tendência, é essencial buscar orientação profissional. Dietas equilibradas, com alimentos naturais, continuam sendo a melhor receita para manter a saúde em dia.

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