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Mounjaro natural não existe: Anvisa proíbe suplementos e medicamentos falsos

Uma operação recente da Anvisa colocou sob os holofotes suplementos e produtos clandestinos que prometiam efeitos terapêuticos sem qualquer respaldo científico. Entre eles, itens que usavam indevidamente o nome de medicamentos famosos. A medida reacende o debate sobre riscos ocultos, propaganda enganosa e segurança sanitária no Brasil.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Antes mesmo de chegar às prateleiras físicas ou digitais, muitos produtos já conquistam espaço nas redes sociais com promessas rápidas de emagrecimento, cura ou bem-estar. É justamente esse caminho, marcado por marketing agressivo e pouca informação técnica, que passou a ser alvo de uma ação rigorosa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), voltada à proteção da saúde pública.

Decisão da Anvisa atinge produtos irregulares em todo o país

A Anvisa publicou uma série de resoluções determinando a suspensão imediata da fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo de diversos produtos considerados irregulares ou falsificados. A medida vale para todo o território nacional e inclui suplementos alimentares, medicamentos clandestinos e cosméticos sem registro sanitário.

Segundo a agência, os itens apresentavam desde ausência total de autorização até alegações terapêuticas proibidas, o que representa risco direto à saúde dos consumidores. A orientação é clara: quem utiliza esses produtos deve interromper o uso imediatamente.

O caso do chamado “Mounjaro natural”

Entre os destaques da fiscalização está o produto comercializado como “Mounjaro natural”, associado à marca Seiva Real. A Anvisa confirmou que se trata de um item sem registro, divulgado como fitoterápico, mas promovido com promessas semelhantes às do medicamento original Mounjaro, indicado para diabetes e emagrecimento sob prescrição médica.

A agência reforçou que o verdadeiro Mounjaro é fabricado exclusivamente pela Eli Lilly e só pode ser vendido mediante receita. Qualquer produto que use esse nome ou sugira efeitos equivalentes sem autorização é considerado propaganda enganosa.

Emagrecedores clandestinos e apelo ao consumo digital

Outro alvo foi o produto conhecido como “Ex Magrinha; Ex Magro(a)”, de origem desconhecida. Embora apresentado como suplemento alimentar, a Anvisa concluiu que ele se enquadra como medicamento falso, sem qualquer controle sanitário.

Esses itens costumam circular com facilidade em plataformas digitais, explorando expectativas de emagrecimento rápido. A ausência de registro impede a avaliação de composição, eficácia e possíveis efeitos adversos, ampliando os riscos ao consumidor.

Suplementos com alegações terapêuticas proibidas

A fiscalização também alcançou empresas e suplementos que descumpriam regras básicas. A Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos Ltda. teve produtos suspensos por falta de regularização e por incluir componentes não autorizados em alimentos.

Já a R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais teve toda a sua linha interditada após reprovação em inspeção de boas práticas de fabricação. Falhas nesse processo comprometem diretamente a segurança e a qualidade dos produtos.

Lotes falsificados e promessas sem respaldo

O suplemento Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA + Vitamina E, da marca Global Suplementos, teve o lote 071A proibido após a fabricante original não reconhecer o produto. Diferenças na rotulagem e acabamento levantaram suspeitas de falsificação.

Outro caso foi o Candfemm, suplemento que prometia “eliminar a candidíase”, alegação terapêutica proibida para alimentos. Sem registro e com empresa de origem desconhecida, o produto também foi retirado do mercado.

Alerta ao consumidor

A Anvisa reforça que suplementos não podem prometer cura ou tratamento de doenças. Antes de comprar, é fundamental verificar se o produto possui registro ou notificação válida. A decisão deixa um recado claro: quando a promessa parece boa demais, o risco costuma ser real.

Fonte: Metrópoles

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