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Ciência

NASA instala laboratório quântico na ISS para estudar o quinto estado da matéria

A NASA iniciou uma nova missão na Estação Espacial Internacional (ISS) para investigar o condensado de Bose-Einstein, conhecido como o quinto estado da matéria. Ao aproveitar a microgravidade, os cientistas pretendem observar fenômenos quânticos inéditos e acelerar o desenvolvimento de tecnologias que poderão transformar áreas como navegação, computação e exploração espacial.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A NASA deu início a uma missão que pode ampliar os limites da física quântica. A agência instalou um laboratório ultrafrio na Estação Espacial Internacional (ISS) para estudar o condensado de Bose-Einstein, considerado o quinto estado da matéria. Graças ao ambiente de microgravidade, os pesquisadores poderão observar esse fenômeno por muito mais tempo do que seria possível na Terra, abrindo caminho para novas descobertas científicas e futuras aplicações tecnológicas.

Um laboratório criado para operar no espaço

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© Unsplash – NASA.

Pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) lideram a missão, que faz parte dos esforços da NASA para aprofundar os estudos sobre sistemas quânticos. Segundo o cientista Ethan Elliott, o projeto representa mais um passo da chamada segunda revolução quântica.

Para realizar os experimentos, a agência enviou à ISS um equipamento apelidado de “geladeira espacial”. O laboratório resfria átomos a temperaturas extremamente próximas do zero absoluto. Nessas condições, a matéria passa a obedecer principalmente às leis da mecânica quântica.

Além disso, o equipamento reúne sistemas de resfriamento óptico e magnético, sensores de alta sensibilidade e armadilhas magnéticas. Esses recursos permitem controlar os experimentos remotamente a partir da Terra com grande precisão.

A microgravidade amplia o tempo dos experimentos

Na Terra, a gravidade faz com que os átomos escapem rapidamente das armadilhas magnéticas. Como consequência, os cientistas conseguem observar o condensado de Bose-Einstein apenas por frações de segundo.

Na ISS, porém, a situação é diferente. Como a microgravidade reduz esse efeito, os átomos permanecem suspensos durante vários segundos e, em alguns casos, por minutos inteiros. Dessa forma, os pesquisadores conseguem analisar interações quânticas muito mais complexas.

Segundo a NASA, esse ambiente também permite realizar medições impossíveis em laboratórios terrestres. Ao mesmo tempo, oferece uma oportunidade única para investigar propriedades fundamentais da matéria.

O que é o quinto estado da matéria

Materia Cuantica
© Marek Pavlík – Unsplash

O condensado de Bose-Einstein surge quando um conjunto de átomos é resfriado até temperaturas próximas do zero absoluto. Nesse ponto, as partículas deixam de se comportar individualmente e passam a atuar como uma única entidade quântica.

Os físicos Satyendra Nath Bose e Albert Einstein previram esse estado da matéria na década de 1920. No entanto, os cientistas só conseguiram produzi-lo experimentalmente muitas décadas depois, graças ao avanço das técnicas de resfriamento atômico.

Entre suas características mais impressionantes está a superfluidez, fenômeno no qual a matéria flui praticamente sem atrito. Além disso, as funções de onda dos átomos passam a se sobrepor, criando um comportamento coletivo que desafia as previsões da física clássica.

A missão pode impulsionar uma nova geração de tecnologias

Para Ethan Elliott, esta pesquisa segue o mesmo caminho da primeira revolução quântica, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias como os lasers, os telefones celulares e os equipamentos de ressonância magnética.

“Estamos realizando a chamada Quântica 2.0, baseada na manipulação direta de grandes estados quânticos, e esperamos alcançar avanços semelhantes ao levar essa ciência para a órbita”, afirmou o pesquisador.

No futuro, esses estudos poderão contribuir para o desenvolvimento de sensores gravitacionais extremamente precisos, sistemas de navegação mais avançados, relógios atômicos de nova geração e instrumentos capazes de aumentar a precisão das missões espaciais.

O diretor do projeto, Kamal Oudrhiri, acredita que o laboratório demonstra a capacidade da NASA de expandir a pesquisa em tecnologias quânticas no espaço. Por fim, ele destaca que o estudo contínuo da superfluidez e da supercondutividade poderá acelerar o desenvolvimento de novos materiais, computadores quânticos mais eficientes e tecnologias fundamentais para futuras missões à Lua e a Marte.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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