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Ciência

NASA testa propulsor de lítio que pode transformar futuras viagens até Marte

Novo sistema de propulsão eletromagnética alcançou 120 quilowatts em testes. Combinado no futuro com energia nuclear, o motor pode abrir caminho para missões espaciais mais rápidas, eficientes e distantes.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Chegar a Marte continua sendo um dos maiores desafios da exploração espacial. Não basta construir uma nave capaz de sobreviver à viagem: também é necessário encontrar uma forma eficiente de percorrer dezenas de milhões de quilômetros pelo espaço.

Agora, a NASA deu mais um passo nessa direção. Pesquisadores do Jet Propulsion Laboratory (JPL) testaram com sucesso um novo propulsor eletromagnético alimentado por lítio. A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas pode ajudar a criar uma nova geração de sistemas de propulsão para missões de longa duração.

E existe uma combinação particularmente interessante: unir esse tipo de motor a uma fonte de energia nuclear.

Novo propulsor da NASA alcança 120 quilowatts

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© Unsplash

Durante os testes, os pesquisadores conseguiram fazer o propulsor atingir uma potência de 120 quilowatts.

É um nível considerável para sistemas de propulsão elétrica e representa um passo importante no desenvolvimento de motores mais potentes para futuras espaçonaves.

Ao contrário dos foguetes químicos tradicionais, a proposta não depende da queima de grandes quantidades de combustível para produzir uma enorme quantidade de empuxo durante um período relativamente curto.

O novo sistema utiliza uma tecnologia conhecida como propulsão magnetoplasmadinâmica.

Nesse conceito, eletricidade e campos magnéticos são utilizados para acelerar plasma e gerar empuxo. No caso do sistema testado pela NASA, o lítio desempenha um papel fundamental como propelente.

O resultado é um motor que pode funcionar durante períodos prolongados utilizando menos propelente do que sistemas químicos convencionais.

Por que um motor elétrico pode ser importante para chegar a Marte?

Existe uma diferença fundamental entre propulsão química e elétrica.

Motores químicos são extremamente potentes e continuam essenciais para retirar grandes veículos da superfície terrestre. No espaço, entretanto, outras características passam a ser importantes.

Um propulsor elétrico normalmente gera menos empuxo instantâneo, mas pode permanecer funcionando durante muito mais tempo.

Ao acelerar continuamente uma espaçonave durante semanas ou meses, esse tipo de tecnologia pode alcançar velocidades elevadas com uma eficiência muito maior no uso do propelente.

Isso torna a propulsão elétrica especialmente interessante para missões de longa distância.

O desafio está na quantidade de eletricidade necessária para alimentar motores cada vez mais potentes.

Energia nuclear pode ser a peça que falta

Fusão Nuclear
© H|allowhalls – Shutterstock

É justamente nesse ponto que surge uma das possibilidades mais interessantes.

Um propulsor eletromagnético de alta potência precisa de uma fonte capaz de fornecer grandes quantidades de eletricidade durante longos períodos.

Painéis solares são extremamente úteis perto do Sol, mas sua capacidade de geração diminui conforme uma espaçonave se afasta da nossa estrela.

Uma fonte nuclear poderia contornar parte dessa limitação.

Com um reator fornecendo eletricidade continuamente, uma futura espaçonave poderia manter seus propulsores funcionando durante períodos prolongados mesmo a grandes distâncias do Sol.

Em teoria, a combinação entre geração nuclear e propulsão elétrica de alta potência poderia permitir veículos espaciais mais eficientes e potencialmente reduzir o tempo necessário para determinadas viagens interplanetárias.

Marte seria um dos principais candidatos.

Tecnologia ainda está longe de levar astronautas ao planeta vermelho

Apesar do resultado dos testes, o novo propulsor ainda está em fase de desenvolvimento.

Alcançar 120 quilowatts em laboratório não significa que uma espaçonave equipada com essa tecnologia esteja pronta para partir rumo a Marte.

Os engenheiros ainda precisam avaliar fatores como durabilidade, estabilidade, eficiência e capacidade de funcionamento contínuo durante missões extremamente longas.

Além disso, integrar um sistema de propulsão desse tipo a uma fonte nuclear exigiria solucionar outros desafios técnicos e de segurança.

Mesmo assim, o experimento mostra uma possível direção para o futuro da exploração espacial.

Os enormes foguetes químicos provavelmente continuarão responsáveis por colocar naves no espaço. Mas, depois que elas deixarem a Terra, motores elétricos cada vez mais potentes podem assumir parte da viagem.

Se essa tecnologia amadurecer, o propulsor de lítio testado pela NASA poderá ajudar não apenas nas futuras missões a Marte, mas também na exploração de regiões muito mais distantes do Sistema Solar.

 

[ Fonte: Marca ]

 

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