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Resident Evil era engraçado demais e diretor precisou cortar piadas após testes com o público

Zach Cregger revelou que as primeiras versões de Resident Evil tinham muito mais humor. O público gostou do filme, mas achou que as piadas estavam atrapalhando o terror.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quem assistiu a Barbarian e Weapons já sabe que Zach Cregger gosta de caminhar sobre uma linha bastante delicada. Seus filmes misturam terror genuíno com situações tão absurdas que, em alguns momentos, fica difícil decidir entre rir ou sentir medo. Mas, durante a produção de Resident Evil, o diretor percebeu que talvez tivesse exagerado nessa fórmula.

Cregger, que dirige e também assina o roteiro do novo filme inspirado na famosa franquia de videogames, revelou que as primeiras versões eram consideravelmente mais engraçadas. A reação das sessões de teste fez com que ele mudasse de direção.

O público achou Resident Evil engraçado demais

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Cregger contou que começou a perceber um padrão nas avaliações das primeiras exibições.

“Descobri que as pessoas realmente gostavam do filme, mas achavam que ele era engraçado demais”, explicou.

A partir desse feedback, o cineasta começou a retirar boa parte das piadas durante o processo de edição.

O resultado surpreendeu até o próprio diretor. Além de o público responder melhor às novas versões, Cregger também percebeu que preferia o filme com menos humor.

Segundo ele, uma pequena quantidade de comédia pode funcionar muito bem dentro de uma produção de terror. O problema aparece quando as piadas começam a diminuir a tensão que deveria dominar determinadas cenas.

Cregger afirma que não sente falta de nenhuma das piadas removidas da versão final. Para ele, as sessões de teste ajudaram a encontrar um equilíbrio melhor entre humor e medo.

Resident Evil precisava continuar sendo terror

A decisão faz sentido considerando o material original. Resident Evil pode ter seus momentos involuntariamente engraçados, mas os jogos ficaram conhecidos principalmente pela atmosfera de tensão, monstros, exploração e sobrevivência.

Ao adaptar a franquia, porém, Cregger também sabia que enfrentaria outro problema: agradar a uma base de fãs enorme e bastante dividida sobre aquilo que uma adaptação de Resident Evil deveria ser.

Segundo o diretor, existem diferentes tipos de fãs.

De um lado estão jogadores como ele, que gostam principalmente da experiência proporcionada pelos games. Cregger acredita que nenhum dos filmes anteriores conseguiu realmente reproduzir a sensação de jogar Resident Evil.

Do outro estão aqueles profundamente interessados na história da franquia, em seus personagens e nos pequenos detalhes construídos ao longo de décadas de jogos.

O novo filme não pretende agradar a todos

Cregger entende a importância desse segundo grupo, mas deixou claro que sua adaptação está muito mais próxima da primeira categoria.

Sua prioridade é tentar reproduzir a experiência e as sensações dos jogos, em vez de transformar o longa em uma adaptação completamente presa à cronologia e aos personagens conhecidos pelos fãs.

“Tenho que fazer a melhor versão deste filme que sou capaz de fazer e me dedicar completamente a isso”, explicou o cineasta.

Para Cregger, tentar satisfazer simultaneamente todos os diferentes grupos dentro da comunidade poderia prejudicar o resultado. Por isso, ele prefere seguir sua própria interpretação daquilo que torna Resident Evil especial.

É uma abordagem que pode ajudar o novo filme a construir uma identidade própria, especialmente depois de várias adaptações da franquia para cinema e televisão.

Ainda assim, fica uma curiosidade difícil de ignorar. Se a primeira montagem realmente tinha tantas piadas a ponto de o público reclamar, seria interessante conhecer essa versão.

Talvez um futuro lançamento para o mercado doméstico traga algumas dessas cenas deletadas. Afinal, Resident Evil: versão comédia pode não ser exatamente o que os fãs estavam esperando, mas certamente seria algo curioso de assistir.

 

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