Uma decisão recente da Controladoria-Geral da União está preocupando aposentados e pensionistas de todo o país. Na tentativa de combater fraudes em convênios do INSS, o governo suspendeu todos os acordos com associações — incluindo aquelas que prestam serviços legítimos e fundamentais. Entidades representativas protestam contra a medida e alertam para as consequências sociais da decisão.
Suspensão geral após escândalo atinge até quem não tem culpa

No dia 24 de abril, a CGU decidiu suspender todos os acordos de Cooperação Técnica entre o INSS e entidades conveniadas. A ação foi motivada por um esquema de corrupção envolvendo descontos indevidos em aposentadorias. No entanto, a medida acabou atingindo também associações sérias, que oferecem benefícios essenciais aos seus associados.
Segundo Yedda Gaspar, presidente da Faaperj, muitas dessas entidades já têm histórico de luta em defesa dos aposentados e agora estão sendo punidas injustamente. Ela relembra o papel ativo dessas organizações na criação do Estatuto do Idoso e na defesa de direitos previdenciários ao longo de décadas.
Medida ameaça serviços fundamentais para milhares de idosos
As associações prejudicadas são responsáveis por oferecer serviços de saúde, assistência jurídica, lazer e apoio previdenciário a idosos de baixa renda — muitos dos quais vivem com apenas um salário mínimo. Ao suspender os convênios de forma ampla, o governo pode acabar comprometendo o bem-estar de milhares de aposentados.
Yedda reconhece a importância de combater fraudes, mas destaca que é necessário separar as entidades criminosas das que atuam de forma honesta. Para ela, punir todas da mesma forma é um erro grave: “O governo está certo em agir contra quem engana os aposentados, mas não pode condenar quem presta um serviço sério e essencial.”
[Fonte: Diário do Comércio]