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O país que está no topo da educação global e transformou o diploma em patrimônio nacional

Em tempos em que o conhecimento é mais valioso do que nunca, um país se destaca por ter a maior proporção de adultos com ensino superior no mundo. Entenda o que o levou ao topo desse ranking e descubra quais outras nações seguem na disputa por cérebros qualificados.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Durante séculos, o prestígio de um país era medido por seu poder militar ou suas riquezas naturais. Hoje, no entanto, o novo indicador de grandeza se encontra no campo da educação. Um diploma universitário se tornou, para milhões, um símbolo de progresso e oportunidade. Em meio a essa nova realidade, um país surpreende com números expressivos de formação superior — e ajuda a desenhar o futuro da economia do conhecimento.

O líder global em ensino superior

O país que está no topo da educação global e transformou o diploma em patrimônio nacional
© Pexels

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2022, o Canadá ocupa o primeiro lugar no ranking dos países mais educados do mundo. Impressionantes 63% dos canadenses adultos (entre 25 e 64 anos) possuem diploma de curso técnico, graduação ou pós-graduação.

Esse índice é resultado de um sistema educacional acessível, bem financiado e valorizado socialmente. Universidades renomadas, políticas de imigração voltadas para talentos acadêmicos e uma cultura de aprendizagem contínua colocam o país no centro da elite educacional.

Quem mais aparece no ranking

Logo atrás do Canadá, Japão e Irlanda ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro lugares, com 56% e 54% da população adulta formada. O Japão se destaca pela disciplina e excelência tecnológica. Já a Irlanda se beneficia de seu ambiente acadêmico vibrante e de uma economia que demanda mão de obra altamente qualificada.

Coreia do Sul (53%) aparece na sequência, fruto de um sistema educacional competitivo e voltado para a excelência em ciências e tecnologia. O Reino Unido, com suas tradicionais universidades, e países como Austrália, Israel e Luxemburgo, todos com 51% de adultos com nível superior, reforçam a importância de políticas educacionais consistentes e acessíveis.

Os Estados Unidos, embora reconhecidos mundialmente por universidades como Harvard e MIT, ficam na nona posição com 50% da população adulta formada. Já a Suécia, com 49%, fecha o top 10 com um modelo gratuito, igualitário e voltado para o pensamento crítico.

E o Brasil, onde entra nessa história?

O Brasil aparece na 39ª colocação, com apenas 21% da população adulta tendo completado o ensino superior. Embora o número tenha crescido nas últimas décadas, ainda está muito distante dos líderes do ranking.

Vale lembrar que o levantamento da OCDE considera apenas o nível formal de escolaridade, não a qualidade da formação. Outros indicadores, como o desempenho em exames internacionais (como o PISA), podem apresentar classificações distintas.

Ainda assim, o dado revela um grande desafio: ampliar o acesso à educação superior e garantir que essa formação esteja alinhada às exigências do mercado e às necessidades da população.

Um novo capital global: o conhecimento

Mais do que uma posição no ranking, o número de pessoas com ensino superior reflete o quanto a educação se tornou o novo ativo estratégico dos países. Investir em universidades, pesquisa e inovação não é apenas uma questão acadêmica — é o caminho mais direto para a competitividade econômica, tecnológica e social.

O Canadá, ao ocupar o topo da lista, mostra que apostar no desenvolvimento intelectual da população é uma escolha que traz retornos profundos e duradouros. E outros países seguem essa mesma trilha, ajustando suas políticas públicas para formar não apenas mais alunos, mas cidadãos preparados para os desafios de um mundo cada vez mais complexo.

[Fonte: Concursos no Brasil]

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