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Ciência

O que você nunca soube sobre o protetor solar — e por que deveria usar todos os dias

Ainda acha que protetor solar é só para o verão? Está na hora de rever esse hábito. Mesmo em dias nublados ou dentro de casa, os raios UV continuam agindo na sua pele. Descubra os erros mais comuns sobre a fotoproteção e como proteger sua saúde sem abrir mão da luz solar.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Muita gente associa protetor solar apenas a praia ou calor, mas os dermatologistas alertam: os danos do sol são constantes, silenciosos e acumulativos. Usar protetor diariamente não é exagero, é uma medida preventiva essencial — e ainda existem muitos mitos que precisam ser corrigidos.

A radiação está presente todos os dias

Mesmo em dias nublados ou frios, os raios UVA e UVB continuam atravessando as nuvens e atingindo a pele. No Brasil e em muitos países com clima ensolarado, o índice UV é alto mesmo fora do verão. Por isso, aplicar protetor solar nas áreas expostas — como rosto, pescoço e mãos — deve ser um hábito diário.

A exposição contínua acelera o envelhecimento, causa manchas e aumenta o risco de câncer de pele. A proteção não é vaidade: é prevenção.

A quantidade certa faz toda a diferença

Para que um protetor solar com FPS 50 funcione bem, o ideal seria aplicar cerca de 30 ml por aplicação completa em adultos — o equivalente a quase um frasco pequeno a cada três dias. Como a maioria das pessoas usa menos do que o necessário, o ideal é reaplicar a cada duas horas, principalmente após suor ou mergulho.

Além disso, o uso de óculos de sol, roupas e chapéus amplia a proteção e reduz riscos.

E se estiver nublado ou dentro de casa?

Mesmo dentro de casa, os raios UVA atravessam janelas e podem afetar a pele. E a luz azul de celulares e computadores pode agravar manchas como melasma. Por isso, pessoas com pele sensível ou que trabalham muitas horas em frente a telas também devem se proteger, mesmo longe do sol direto.

Protetor Solar (2)
© Armin Rimoldi – Pexels

Crianças, peles escuras e remédios exigem atenção

Bebês a partir dos seis meses podem usar protetores específicos. Antes disso, o ideal é protegê-los com roupas e sombra. Peles negras também sofrem os efeitos do sol, mesmo que de forma diferente, e devem ser protegidas igualmente.

Certos medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, aumentam a sensibilidade ao sol. Nesses casos, é essencial reforçar a proteção.

E a vitamina D?

Usar protetor solar não impede a produção de vitamina D. Bastam alguns minutos de exposição leve em áreas pequenas para sintetizá-la. E, se houver deficiência, é mais seguro tomar suplementos sob orientação médica do que se expor sem proteção.

Proteger-se do sol é mais do que um cuidado estético — é saúde a longo prazo.

 

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