Pular para o conteúdo
io9

‘O Telefone Preto 2’: como o diretor Scott Derrickson trouxe de volta o vilão de Ethan Hawke

O retorno do assassino mascarado parecia impossível, mas uma ideia sobrenatural do autor Joe Hill convenceu o diretor a ressuscitar o personagem e expandir o universo sombrio do terror que conquistou o público em 2021.
Por

Tempo de leitura: 2 minutos

Depois do sucesso inesperado de O Telefone Preto (The Black Phone), lançado em 2021, muitos fãs acreditaram que a história havia se encerrado de forma definitiva. No final do filme, o jovem Finney (Mason Thames) consegue escapar do sequestrador The Grabber (Ethan Hawke) com a ajuda de espíritos das vítimas anteriores — e o vilão encontra um fim trágico e merecido. Mas, como todo bom filme de terror, a morte raramente é o ponto final.

Agora, com a estreia de O Telefone Preto 2, o assassino mascarado está de volta — literalmente do inferno.

A ligação que reabriu o inferno

O diretor Scott Derrickson, que inicialmente não planejava uma continuação, revelou ao The Hollywood Reporter que a ideia para o segundo filme surgiu de uma proposta irresistível do escritor Joe Hill, autor do conto original em que o primeiro longa foi baseado.

Segundo Derrickson, Hill o convenceu com uma única frase:

“O Grabber liga para Finn do inferno.”

“Na hora eu pensei: ‘O Grabber está na outra linha. Isso é ótimo — e abre muitas possibilidades sobrenaturais.’”, contou o cineasta.

A partir dessa provocação, Derrickson começou a imaginar como poderia expandir a conexão entre o vilão e seus jovens sobreviventes, Finney e sua irmã Gwen (Madeleine McGraw). Embora o diretor evite revelar detalhes do enredo, ele garante que o novo filme traz uma revelação emocional importante sobre a ligação entre eles — algo que dá “uma espinha dorsal” à história.

O desafio de ressuscitar o vilão

Trazer o Grabber de volta à trama sem recorrer a clichês foi o maior desafio criativo. “A parte mais difícil foi descobrir como envolver o Grabber na vida dessas crianças de um jeito assustador, mesmo após sua morte”, explicou Derrickson. “Levou muito tempo e discussão até entendermos como fazer isso funcionar.”

O resultado, segundo o diretor, é uma continuação mais sombria e emocional, que mantém o foco nos personagens e nas consequências psicológicas do terror vivido por eles — em vez de apenas repetir os sustos do primeiro longa.

Uma continuação, não um universo compartilhado

Questionado sobre a possibilidade de transformar a história em uma trilogia, Derrickson foi direto:

“Não pensei em um terceiro filme. Acho importante não fazer isso.”

O cineasta explicou que tentar planejar uma franquia com antecedência limita as possibilidades criativas:

“Quando você começa a traçar sequências e expandir para um universo cinematográfico, está inevitavelmente restringindo o que pode fazer. Eu só queria fazer um filme melhor que o primeiro.”

Por enquanto, portanto, não há planos para um “Black Phone Universe” — apenas o desejo de entregar um terror à altura da história original, com mais profundidade e atmosfera sobrenatural.

O retorno da máscara

Com Ethan Hawke novamente no papel do enigmático assassino e uma narrativa que mistura trauma, espiritualidade e vingança, O Telefone Preto 2 promete expandir o mito do Grabber e explorar as fronteiras entre o mundo dos vivos e o dos mortos.

O telefone toca outra vez — e, desta vez, a ligação vem diretamente do inferno.

 

Partilhe este artigo

Artigos relacionados