Ozzy Osbourne, um dos nomes mais icônicos da história do rock, morreu nesta terça-feira aos 76 anos, segundo comunicado oficial da família. O cantor britânico, símbolo do heavy metal e eterno vocalista do Black Sabbath, deixa um legado que transcende a música: uma trajetória marcada por sucessos, controvérsias e reinvenções. Sua morte encerra um dos capítulos mais intensos do rock mundial.
Um adeus cercado de amor e emoção
A família anunciou que Ozzy faleceu cercado de entes queridos. Embora a causa da morte não tenha sido confirmada, o cantor enfrentava complicações causadas pelo Parkinson e tinha mobilidade reduzida, conforme revelou sua filha Kelly em julho.
Duas semanas antes da morte, Osbourne e o Black Sabbath fizeram uma emocionante despedida em Birmingham, sua cidade natal, durante o evento “Back to the Beginning”. O show foi descrito como a “última reverência” de Ozzy e marcou a primeira apresentação da banda em duas décadas.
MÚSICA: 🎤“Mama, I am coming home” 😭
Dias após seu grande show de despedida lotar estádio na Inglaterra, o lendário astro do rock e líder do Black Sabbath, Ozzy Osbourne nos deixa aos 76 anos. pic.twitter.com/7PyAOr1Hjx
— Parece fofoca (@parecefofoca) July 22, 2025
O nascimento de um ícone sombrio
John Michael Osbourne nasceu em 3 de dezembro de 1948, em Aston, na Inglaterra. De origem humilde, abandonou a escola aos 15 anos, teve empregos braçais e chegou a ser preso por roubo antes de iniciar sua trajetória musical.
Em 1967, uniu-se ao baixista Geezer Butler e formou o que mais tarde se tornaria o Black Sabbath. A proposta era ousada: músicas pesadas, sombrias e teatrais. O álbum de estreia, “Black Sabbath”, foi gravado em apenas dois dias. Já o segundo disco, “Paranoid”, levou a banda ao topo das paradas britânicas.
Com riffs pesados e letras sobre guerra, morte e apocalipse, o som da banda definiu o que viria a ser o heavy metal. Ozzy, com seu visual marcante e presença de palco provocadora, logo ganhou o apelido de “Príncipe das Trevas”.
Carreira solo e polêmicas

Expulso do Black Sabbath em 1979 por causa de seu abuso de álcool e drogas, Ozzy iniciou uma carreira solo de enorme sucesso, lançando 11 álbuns e conquistando novos públicos. Em 1997, ele retornaria à banda.
Sua trajetória foi marcada por episódios bizarros e controversos — o mais notório deles ocorreu em 1982, quando mordeu um morcego em pleno palco, achando que era de brinquedo. A história virou lenda e o perseguiu até o fim da vida.
As drogas também afetaram seu primeiro casamento, com Thelma Mayfair, e influenciaram seu conturbado relacionamento com Don Arden, empresário e pai de sua segunda esposa, Sharon Osbourne.
A força do nome Osbourne
Apesar dos excessos, os Osbourne se tornaram uma das famílias mais famosas do entretenimento. O reality show “The Osbournes”, exibido na MTV, foi um enorme sucesso no início dos anos 2000 e rendeu um Emmy à família.
Ozzy também acumulou prêmios na música, incluindo um Grammy por “I Don’t Want To Change The World”, e foi introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll junto com o Black Sabbath em 2006.
Mesmo com sua fama de rebelde, Ozzy sempre rejeitou o rótulo de “adorador do diabo”:
“Fiz coisas ruins, mas não sou o diabo. Sou apenas John Osbourne, um garoto da classe trabalhadora que saiu da fábrica em busca de diversão”, escreveu em sua autobiografia.
Um homem que desafiou as probabilidades
Em 2011, no documentário “God Bless Ozzy Osbourne”, o cantor declarou:
“Olho para trás e penso que já deveria ter morrido mil vezes, mas nunca morri.”
Entre escândalos e conquistas, Ozzy resistiu. Seu legado vai muito além da música: ele redefiniu o que é ser um astro do rock, com autenticidade, loucura e paixão.
Ozzy Osbourne deixa sua esposa Sharon, três filhos do primeiro casamento e três filhos com ela: Jack, Kelly e Aimee. E deixa também um mundo inteiro de fãs que continuarão ouvindo, gritando e celebrando sua voz — agora imortal.
[ Fonte: CNN Brasil ]