Desde 9 de outubro, o Tesouro dos EUA já aplicou cerca de US$ 400 milhões na economia argentina em uma tentativa de conter a desvalorização. Além disso, o Banco Central da Argentina confirmou um acordo de swap cambial com os Estados Unidos, que pode chegar a US$ 20 bilhões. Mesmo assim, o peso não reagiu e segue perto do limite inferior da banda cambial adotada desde abril.
Às 13h55 (horário de Brasília), a moeda era negociada a 1.468,03 pesos por dólar, revertendo todos os ganhos obtidos no início da intervenção americana. Analistas afirmam que o mercado está operando em “modo de proteção”, com investidores correndo para o dólar por medo de uma derrota do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de 26 de outubro.
Desconfiança e reservas em queda

De acordo com a consultoria Romano Group, as reservas líquidas do Banco Central em moeda forte estão abaixo de US$ 5 bilhões, o que acende o alerta para uma possível desvalorização oficial após o pleito — cenário que o Financial Times classificou como “altamente provável”.
Mesmo com o apoio do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, a pressão cambial persiste. O peso argentino se tornou o símbolo da instabilidade de um país que tenta equilibrar política e economia às vésperas de uma eleição decisiva.
O drama do peso argentino mostra que, quando a confiança desaparece, nem bilhões de dólares em ajuda externa conseguem segurar a maré.
[Fonte: Exame]