O que começou com dores no corpo e fadiga terminou em um diagnóstico devastador: paralisia da cintura para baixo. A influenciadora fitness Maria Palen contraiu a doença de Lyme após a picada de um carrapato e, sem tratamento adequado, a infecção evoluiu para mielite transversa. Sua experiência, compartilhada nas redes sociais, tem chamado atenção para os riscos dessa doença ainda pouco compreendida pelo público.
Quando o corpo dá sinais
Una 'influencer' fitness queda paralizada tras picadura de garrapata. A Maria Palen, de 31 años, se le diagnosticó babesiosis, una rara infección parasitaria que le causó una parálisis de la cintura para abajo. pic.twitter.com/PCMIsesRsV
— Chikistrakiz (@chikistrakiz) June 26, 2025
Maria Palen, 31 anos, produzia conteúdo sobre treinos e alimentação saudável. Porém, sintomas como dores intensas, cansaço extremo e perda de força começaram a dificultar até tarefas simples do dia a dia. Ao procurar ajuda médica, recebeu o diagnóstico de mielite transversa, uma inflamação na medula espinhal causada por uma doença de Lyme não tratada — infecção transmitida por carrapatos.
“Ficou tão ruim que bloquear o celular ou virar o volante se tornou um momento de agonia”, relatou Maria em vídeo publicado no Instagram, onde hoje compartilha sua jornada de reabilitação com mais de 20 mil seguidores.
O que é a doença de Lyme?
A doença de Lyme é uma infecção causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, transmitida por carrapatos do gênero Ixodes. Seu sintoma inicial mais comum é uma mancha avermelhada no local da picada, mas nem todos os pacientes apresentam esse sinal — o que dificulta o diagnóstico precoce.
Sem tratamento, a bactéria pode se espalhar pelo corpo, provocando fadiga, dores nas articulações, febre, calafrios, fraqueza facial e rigidez na nuca. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames de sangue. O tratamento envolve antibióticos e analgésicos.
Mielite transversa: a complicação grave
Em casos mais avançados, como o de Maria, a infecção evolui para mielite transversa, uma inflamação que atinge toda a largura da medula espinhal. A condição pode ser desencadeada não só pela doença de Lyme, mas também por outras infecções, doenças autoimunes ou até medicamentos.
Os sintomas incluem dor intensa nas costas e, em casos graves, perda de mobilidade. O diagnóstico requer ressonância magnética e punção lombar. O tratamento é feito com corticosteroides e, se necessário, troca de plasma para remover anticorpos que atacam a medula espinhal.
Sinais de alerta e importância do diagnóstico precoce
Especialistas reforçam a importância de buscar atendimento médico ao menor sinal de sintomas como fadiga inexplicada, febre persistente e dores articulares após passeios em áreas com vegetação — locais onde carrapatos são comuns. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações neurológicas graves como a mielite.
Apesar da gravidade, a doença de Lyme tem cura. O grande desafio está em identificá-la a tempo, já que seus sinais muitas vezes são confundidos com outras condições.
Uma história que inspira e alerta
Mesmo com a mobilidade comprometida, Maria encontrou nas redes sociais uma forma de seguir inspirando pessoas. Seus vídeos de superação e mensagens de força têm viralizado, sensibilizando o público para a seriedade da doença.
“Ainda estou paralisada da cintura para baixo, mas não perdi minha vontade de viver nem de lutar. Se minha história ajudar outras pessoas a reconhecerem os sinais, já valeu a pena”, escreveu em uma de suas postagens.
O caso de Maria Palen evidencia o quanto uma simples picada pode desencadear uma série de eventos com graves consequências. Informar-se, identificar sintomas precoces e buscar atendimento médico qualificado são passos cruciais para transformar um risco silencioso em uma chance real de cura.
[ Fonte: CNN Brasil ]