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Presidente do Equador denuncia tentativa de envenenamento com chocolates

O presidente equatoriano Daniel Noboa afirmou ter sido alvo de uma tentativa de envenenamento com três substâncias químicas misturadas em geleias e chocolates. O caso ocorre em meio a protestos indígenas e marca a segunda denúncia de atentado feita pelo governo em menos de um mês.
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O clima político no Equador esquentou — e não é por causa dos protestos nas ruas. Daniel Noboa, de 37 anos, presidente do país, denunciou nesta quinta-feira (23) ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento. Segundo ele, o ataque teria ocorrido por meio de um presente aparentemente inofensivo: uma caixa com chocolates e geleias.

“Três compostos químicos em alta concentração”

Em entrevista à CNN, Noboa afirmou que análises laboratoriais identificaram três produtos químicos diferentes nos doces. “É impossível que não tenha sido acidental. As substâncias estavam em alta concentração”, declarou. O governo informou que o órgão militar responsável por sua segurança apresentou denúncia formal ao Ministério Público.

Essa é a segunda vez em menos de um mês que o governo relata uma tentativa de ataque contra o presidente. Em outubro, autoridades afirmaram — sem provas — que o carro presidencial foi atingido por tiros durante protestos liderados por grupos indígenas.

Contexto político e tensão nas ruas

O episódio ocorre enquanto Noboa enfrenta manifestações massivas contra o corte de subsídios ao diesel. Em duas ocasiões recentes, ele chegou a entrar pessoalmente em áreas ocupadas por manifestantes, sendo recebido com pedras e paus.

Analistas políticos acreditam que essas ações públicas fazem parte de uma estratégia para reforçar sua imagem de líder firme e destacar o caráter violento das manifestações, especialmente às vésperas da consulta popular marcada para 16 de novembro — uma votação que pode abrir caminho para a convocação de uma nova Constituinte.

Um país sob pressão

“Ninguém quer que joguem um coquetel molotov, nem um rojão, nem que o envenenem com um chocolate”, afirmou Noboa, em tom de desabafo. Enquanto o governo promete investigar o caso, opositores cobram transparência e provas concretas.

O suposto atentado, real ou político, mostra o quanto o Equador vive um momento explosivo — onde até um simples presente pode virar arma em meio à crise.

[Fonte: Correio Braziliense]

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