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Ciência

Primeiro teste em humanos com um chip cerebral: A China acaba de dar um passo decisivo na corrida tecnológica

O resultado promissor chamou atenção internacional e coloca o país ao lado dos EUA na disputa pelo domínio da tecnologia que promete transformar a vida de milhões.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Em uma conquista inédita, cientistas chineses avançaram significativamente na tecnologia de interface cérebro-computador (BCI). Pela primeira vez, um paciente tetraplégico recebeu um implante cerebral invasivo desenvolvido no país. Os resultados, até o momento, são animadores e indicam que a China está pronta para rivalizar com os Estados Unidos na liderança desse setor altamente promissor.

Primeiros resultados animam comunidade científica

O experimento foi realizado no Hospital Huashan da Universidade Fudan, em Xangai, com a participação de pesquisadores do Centro de Excelência em Ciência do Cérebro e Tecnologia da Inteligência (CEBSIT). O paciente, que perdeu os movimentos há 13 anos após um acidente elétrico, recebeu o chip no cérebro em uma cirurgia minimamente invasiva, realizada em março de 2025.

Em poucas semanas, ele já demonstrava habilidade para operar jogos e controlar dispositivos com o pensamento. “Sinto como se pudesse me mover à vontade”, relatou o voluntário. Segundo os pesquisadores, não houve qualquer sinal de infecção ou falha nos eletrodos, o que fortalece a viabilidade da tecnologia em longo prazo.

O implante mede apenas 26 milímetros de diâmetro e menos de 6 milímetros de espessura, tornando-se o menor dispositivo controlado pelo cérebro do mundo — aproximadamente do tamanho de uma moeda. Seus eletrodos ultraflexíveis têm espessura 100 vezes menor que os da Neuralink, o que reduz significativamente o risco de danos ao tecido cerebral.

Disputa global e próximos passos da pesquisa

A entrada da China na fase de testes clínicos torna o país o segundo no mundo, depois dos EUA, a alcançar esse estágio com uma BCI invasiva. Enquanto a Neuralink, de Elon Musk, lidera nos Estados Unidos, os cientistas chineses acreditam ter superado seus concorrentes em termos de precisão e segurança.

O CEBSIT afirma que o dispositivo pode chegar ao mercado até 2028, com potencial para beneficiar pessoas com lesões medulares graves, amputações ou doenças neurodegenerativas como a esclerose lateral amiotrófica. O objetivo é substituir a função motora de forma eficiente e confiável.

O próximo desafio dos pesquisadores é permitir que o paciente controle um braço robótico, realizando tarefas físicas como pegar objetos. Futuramente, pretende-se integrar o sistema com robôs inteligentes e outros dispositivos autônomos, expandindo ainda mais a independência de pessoas com deficiências severas.

A corrida pela supremacia tecnológica em chips cerebrais acaba de ganhar um novo protagonista. E com avanços como este, a China demonstra que está pronta para redefinir os limites da interface entre mente e máquina.

[Fonte: Época Negócios]

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