O Imposto de Renda segue sendo o terror de muitos investidores — e com as recentes mudanças propostas pela MP 1303, a dúvida voltou com força: quais investimentos ainda estão isentos do IR em 2025?
Apesar do vai e vem político, a boa notícia é que as principais aplicações incentivadas continuam livres da tributação. Já outros tipos de investimento seguem com alíquotas regressivas, que variam conforme o tempo de aplicação.
Entenda como funciona o IR na renda fixa

Quem aplica em CDBs, RDBs, LFs ou fundos de renda fixa e multimercados paga Imposto de Renda de acordo com o período em que deixa o dinheiro aplicado. Quanto mais tempo o investimento fica na carteira, menor a alíquota.
Confira a tabela regressiva atualizada do IR:
| Tempo de aplicação | Alíquota de IR |
| Até 180 dias (6 meses) | 22,5% |
| De 181 a 360 dias (1 ano) | 20% |
| De 361 a 720 dias (2 anos) | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15% |
Veja quais investimentos continuam isentos de IR
Mesmo com a MP 1303 em debate, seguem isentos do Imposto de Renda os rendimentos de:
- Poupança
- Fundos Imobiliários (FIIs)
- Fundos de infraestrutura
- Fiagros (fundos do agronegócio)
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
- Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD)
- Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
- Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
- Debêntures incentivadas
- Dividendos de ações
Esses produtos continuam atraentes justamente por oferecerem retorno líquido mais alto, já que o investidor não precisa pagar imposto sobre os rendimentos.
E a renda variável, como fica?
No mercado de ações, há uma isenção mensal de até R$ 20 mil em vendas. Acima disso, o lucro é tributado em 15%. O mesmo vale para fundos de ações e ETFs (fundos de índice), tanto locais quanto internacionais.
Já as operações de day trade — aquelas de compra e venda no mesmo dia — continuam com alíquota de 20%, tanto para ações quanto para FIIs, Fiagros e ETFs.
Fique atento ao que muda
Enquanto o governo ainda discute alterações nas regras, o investidor precisa acompanhar de perto as atualizações para evitar surpresas com o leão. Entender quais investimentos são isentos do Imposto de Renda e quais seguem tributados pela tabela regressiva pode fazer toda a diferença na rentabilidade final.
[Fonte: Bora Investir]