A confirmação de túneis subterrâneos em Cusco revela detalhes surpreendentes sobre a arquitetura incaica. Este achado promete redefinir a maneira como entendemos o planejamento urbano e a engenharia dos incas, ao mesmo tempo em que preserva seu legado.
Um mistério histórico confirmado
A rede subterrânea, conhecida como chincana, conecta o Coricancha, o antigo Templo do Sol, à fortaleza de Sacsayhuamán, abrangendo uma extensão de 1.750 metros. Além disso, foram identificadas ramificações em direção a Muyumarca e ao sítio arqueológico de Calispuquio. Embora mencionadas em crônicas antigas, a existência dessas estruturas só foi confirmada agora, graças a tecnologias avançadas.
Como os túneis foram descobertos
Os pesquisadores utilizaram métodos como eco-sondas e georradares para mapear os túneis. As análises acústicas revelaram espaços ocos sob o solo, enquanto os georradares capturaram imagens detalhadas das estruturas. Os túneis, localizados entre 1,4 m e 2,5 m de profundidade, foram construídos como valas revestidas de pedra e cobertas com vigas antes de serem soterrados, permitindo a construção de caminhos e terraços sobre eles.
Esses achados comprovam a sofisticação técnica dos incas, que integraram as estruturas ao ambiente urbano sem comprometer sua funcionalidade.
Próximos passos na pesquisa
O Projeto de Investigação Arqueológica Chincana dará início a escavações em áreas específicas da rede em março e abril de 2025. A equipe também busca o apoio da Direção Desconcentrada de Cultura de Cusco para garantir a preservação dessas estruturas e continuar os estudos arqueológicos.
Conexão entre passado e futuro
Essa descoberta não apenas valida relatos históricos sobre a engenhosidade arquitetônica dos incas, mas também fornece novas perspectivas sobre sua expertise em planejamento urbano. A rede subterrânea de Cusco destaca a grandiosidade do Tahuantinsuyo e pode se tornar um marco para futuras investigações sobre as habilidades dos povos andinos.