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Rússia pode desafiar fronteiras da Otan de forma inesperada, alerta inteligência alemã

Um novo alerta vindo da Alemanha reacende as tensões no cenário europeu. Segundo o chefe da inteligência estrangeira alemã, a Rússia estaria disposta a ir além da Ucrânia e testar os limites da aliança militar da Otan — mas não da maneira tradicional que muitos esperam.
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As tensões geopolíticas entre Rússia e Ocidente voltaram ao centro do debate internacional após uma declaração contundente do chefe da inteligência estrangeira da Alemanha. Em entrevista recente, Bruno Kahl, diretor do Serviço Federal de Inteligência, afirmou que a Rússia pode estar planejando estender seus confrontos para além da Ucrânia, com o objetivo de testar a credibilidade da Otan e sua promessa de defesa coletiva.

Rússia busca testar a resposta da Otan

Rússia pode desafiar fronteiras da Otan de forma inesperada, alerta inteligência alemã
© Pexels

Segundo Kahl, a Alemanha possui informações claras de que, para autoridades russas, os compromissos de defesa mútua da Otan já não têm o peso que costumavam ter. “A Ucrânia é apenas uma etapa no caminho para o Ocidente”, disse ele, reforçando que, embora não se espere uma invasão com tanques, há forte indício de que o Artigo 5 do tratado — que estabelece ajuda mútua entre os membros — será posto à prova.

Ele sugeriu que a Rússia pode usar táticas semelhantes às empregadas na Crimeia em 2014, como o envio de agentes disfarçados ou “homenzinhos verdes”, para provocar tensões em países como a Estônia sob o pretexto de proteger minorias russas.

Alemanha amplia apoio à Ucrânia e alerta para novos confrontos

A Alemanha, segundo maior fornecedora de armas e apoio financeiro à Ucrânia, promete intensificar sua ajuda sob o novo governo liderado por Friedrich Merz. Entre os planos está o desenvolvimento de mísseis com maior alcance, capazes de atingir o interior do território russo.

Sem revelar detalhes de suas fontes, Kahl afirmou que Moscou considera provocar situações que não envolvam confronto militar direto, mas que forcem os Estados Unidos e os membros da Otan a provarem sua disposição de intervir, como previsto no tratado.

Merz, que se reuniu recentemente com Donald Trump em Washington, afirmou ter ouvido de autoridades norte-americanas que o risco russo é levado muito a sério. “Eles estão tão atentos quanto nós — e isso é um alívio”, concluiu.

[Fonte: Terra]

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