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Trump afirma ter mil mísseis preparados contra o Irã caso seja assassinado

Uma declaração de Donald Trump elevou novamente a tensão com Teerã, em meio a ataques, ameaças de retaliação e sinais contraditórios sobre possíveis negociações.
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Tempo de leitura: 4 minutos

A tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo e preocupante capítulo. Em uma publicação nas redes sociais, Donald Trump afirmou ter preparado uma resposta militar devastadora caso seja assassinado. A declaração surge após semanas de ataques, rompimento de entendimentos diplomáticos e promessas de vingança, enquanto os dois países alternam ameaças públicas com indicações de que ainda pode existir espaço para novas conversas.

Trump ameaça destruir o Irã em caso de assassinato

Trump afirma ter mil mísseis preparados contra o Irã caso seja assassinado
© Pexels

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado, 11 de julho, que mil mísseis estariam preparados para atingir o Irã caso ele seja assassinado. Segundo a mensagem publicada pelo republicano em sua plataforma Truth Social, o arsenal estaria pronto para “devastar e destruir completamente” o país persa.

A declaração foi apresentada por Trump como uma medida de resposta preventiva diante de informações sobre uma possível ameaça contra sua vida. O presidente não detalhou onde os mísseis estariam posicionados, quais instalações seriam consideradas alvos nem como uma eventual responsabilidade iraniana seria determinada.

A publicação aumentou a preocupação em torno de uma escalada militar entre Washington e Teerã. A possibilidade de uma resposta automática e de grandes proporções levanta dúvidas sobre os mecanismos de decisão que seriam adotados em uma situação de crise.

O alerta também aparece em um momento de profunda deterioração das relações entre os dois países. Nas últimas semanas, Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o território iraniano, enquanto Teerã respondeu com lançamentos de mísseis contra instalações militares norte-americanas na região.

O governo dos Estados Unidos mantém há anos acusações de que autoridades e grupos ligados ao Irã planejaram ataques contra cidadãos e representantes norte-americanos. A Casa Branca também recorda episódios anteriores envolvendo supostas conspirações iranianas contra diplomatas e militares do país.

Um acordo encerrado e novas ameaças militares

Poucos dias antes da publicação sobre os mil mísseis, Trump havia declarado encerrado um memorando de entendimento firmado com Teerã em 18 de junho. O anúncio foi feito durante uma viagem a Ancara, onde o presidente participou de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan.

Na ocasião, o norte-americano acusou o Irã de atacar um navio petroleiro que atravessava o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo. Trump afirmou que havia autorizado novos ataques e utilizou linguagem agressiva ao se referir à liderança iraniana.

O governo do Irã apresentou uma versão diferente. Autoridades iranianas disseram que os Estados Unidos haviam rompido a trégua e anunciaram ataques contra bases militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou nas redes sociais que o país responderia por meio de ações, evitando reproduzir o tom verbal adotado por Trump. A declaração reforçou a possibilidade de novas operações militares, embora não tenha apresentado detalhes sobre os próximos passos de Teerã.

As trocas de acusações ocorrem em uma região especialmente sensível. Qualquer confronto prolongado no Estreito de Ormuz pode afetar o transporte de petróleo, aumentar custos logísticos e pressionar os preços internacionais da energia.

Irã promete vingança após morte de seu líder

A crise se intensificou após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante os ataques contra o país. Seu funeral terminou com o sepultamento no Santuário do Imã Reza, na cidade de Mashhad.

Mojtaba Khamenei, apontado como sucessor do pai, prometeu retaliar os responsáveis pelos ataques. Em seu pronunciamento, afirmou que a vingança era uma exigência nacional e seria executada contra os envolvidos nas ofensivas.

A promessa iraniana e a ameaça norte-americana criaram um cenário no qual qualquer novo ataque pode desencadear uma resposta ainda mais ampla. Ao mesmo tempo, Trump afirmou posteriormente que representantes iranianos haviam entrado em contato para discutir a retomada das negociações.

Essa combinação de ameaças e possíveis canais diplomáticos tornou o cenário imprevisível. Enquanto discursos oficiais apontam para uma escalada, contatos de bastidores podem indicar que os dois governos ainda procuram uma forma de limitar o confronto.

Petróleo reage menos do que em crises anteriores

Apesar das ameaças, o mercado internacional do petróleo apresentou uma reação mais moderada nos últimos dias. O barril permaneceu próximo de 76 dólares, bem abaixo do pico de 126 dólares registrado em abril, segundo os valores citados pelo jornal argentino Tiempo Argentino.

A estabilidade relativa não significa que os riscos tenham desaparecido. Uma interrupção significativa no transporte pelo Estreito de Ormuz poderia provocar uma mudança rápida nos preços e atingir países dependentes da importação de energia.

A nova ameaça de Trump acrescenta outro elemento de incerteza a um conflito que já envolve ataques diretos, promessas de vingança e o rompimento de entendimentos diplomáticos. Por enquanto, não há confirmação de um plano operacional detalhado envolvendo os mil mísseis mencionados pelo presidente.

O que existe é uma declaração pública extremamente grave, feita pelo chefe da maior potência militar do mundo em um momento no qual qualquer erro de cálculo pode levar a consequências muito maiores.

[Fonte: TiempoAR]

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