O mundo voltou a segurar a respiração no último fim de semana após um ataque sem precedentes da Rússia à Ucrânia. Com centenas de mísseis e drones lançados em uma só noite, o bombardeio reacendeu debates sobre o rumo da guerra e levou a uma resposta explosiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não poupou críticas nem ao Kremlin nem ao governo de Kiev.

O maior ataque aéreo desde o início da guerra
Na noite de domingo (25/5), a Rússia lançou 367 drones e mísseis contra a Ucrânia, no que foi considerado o maior ataque aéreo desde o início da invasão em larga escala em 2022. As explosões atingiram várias regiões do país, incluindo a capital Kiev e a cidade de Kharkiv, deixando pelo menos 12 mortos e dezenas de feridos.
O chefe da administração militar de Kiev informou que essa foi a terceira noite consecutiva de ataques à capital, e que o distrito de Dnipro também sofreu danos, embora sem vítimas fatais.
Trump reage com fúria: “Putin enlouqueceu”

A resposta do presidente norte-americano foi imediata e marcada por forte tom emocional. Em conversa com jornalistas em Nova Jersey, Trump declarou:
“O que diabos aconteceu com ele? Está matando muita gente.”
Nas redes sociais, ele foi ainda mais direto, afirmando:
“Putin ficou completamente LOUCO! Está matando pessoas desnecessariamente, e não estou falando só de soldados.”
Apesar de já ter afirmado anteriormente que mantinha uma boa relação com o líder russo, Trump disse agora estar incomodado com a escalada de violência:
“Ele está lançando foguetes em cidades e matando pessoas. Não gosto disso nem um pouco.”
Críticas também ao presidente Zelensky

Trump não poupou comentários negativos ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Segundo ele, o líder de Kiev “não está fazendo nenhum favor ao seu país com esse tipo de discurso” e afirmou que “tudo o que ele diz causa problemas”, sugerindo que Zelensky deveria moderar suas declarações.
Enquanto isso, Zelensky acusa o silêncio dos EUA diante dos recentes ataques de incentivar Putin e pediu sanções mais severas contra Moscou. Ele também reiterou o desejo de “pressão total” sobre a Rússia.
Paz à vista ou apenas manobra?
Mesmo diante da violência, Trump ainda aposta em uma saída diplomática. Ele revelou que teve uma conversa telefônica de duas horas com Putin na semana passada, na qual discutiram uma possível proposta de cessar-fogo.
Trump declarou que o diálogo “correu muito bem” e disse acreditar que Rússia e Ucrânia iniciariam “imediatamente” conversas para interromper os combates. A Ucrânia sinalizou publicamente que aceitaria uma trégua de 30 dias, enquanto Moscou afirmou estar disposta a redigir um memorando de entendimento sobre uma “possível paz futura” — algo que os aliados europeus de Kiev consideram uma tentativa de ganhar tempo.
As primeiras negociações diretas entre Rússia e Ucrânia desde 2022 foram realizadas recentemente em Istambul, mas os avanços foram mínimos. Fora uma significativa troca de prisioneiros, não houve progresso relevante em direção a um cessar-fogo.
Um conflito sem fim à vista
Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014. Diante do ataque mais violento da guerra e da troca de farpas entre líderes internacionais, cresce a incerteza sobre o futuro da região — e sobre o papel que os Estados Unidos assumirão nesse tabuleiro instável.
Enquanto a paz parece mais distante, o mundo observa, temeroso, os próximos passos de Putin, Zelensky e Trump.
[ Fonte: G1.Globo ]