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Trump promete ampliar ofensiva no Caribe e ameaça levar combate ao tráfico para terra firme

Após novo ataque a embarcação perto da Venezuela, o presidente dos EUA anuncia que a próxima fase da operação militar pode mirar alvos terrestres. A tensão com o governo de Nicolás Maduro cresce em meio à escalada das ações americanas na região.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A mais recente ofensiva dos Estados Unidos no Caribe pode estar prestes a mudar de direção. O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (5) que o tráfico de drogas por via terrestre será o próximo alvo das forças americanas, após uma série de ataques navais nas últimas semanas.

Novo ataque perto da Venezuela

Venezuela Em Alerta Eua Reforçam Presença No Caribe
© X-@Geopoliticabra2

Em discurso à Marinha dos EUA, Trump confirmou que uma embarcação suspeita de transportar drogas foi destruída na noite de sábado (4), na costa da Venezuela. O republicano elogiou a atuação das tropas e reforçou o tom de guerra contra o narcotráfico, que, segundo ele, estaria associado a “organizações terroristas”.

“Nas últimas semanas, nossa Marinha tem apoiado a missão de eliminar os terroristas do cartel. Fizemos outra missão ontem à noite. Agora, simplesmente não conseguimos encontrar nenhum”, declarou o presidente. “Eles não estão mais vindo por mar, então teremos que procurá-los em terra.”

Embora Trump não tenha esclarecido se se referia ao ataque anunciado na sexta-feira (3) pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, o episódio marca pelo menos o quarto ataque militar americano na região desde o início de setembro.

Operação sob o comando do USSOUTHCOM

Em publicação na rede X, Hegseth afirmou ter autorizado, por ordem de Trump, um “ataque letal e cinético” contra uma embarcação “afiliada a Organizações Terroristas Designadas” dentro da área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM) — a divisão militar responsável pelas operações americanas na América Latina e Caribe.

O ataque ocorreu em águas internacionais próximas à costa venezuelana, segundo o secretário. A operação faz parte de uma estratégia mais ampla do governo americano para combater o tráfico de drogas e enquadrar certos cartéis como grupos terroristas, ampliando a base legal para ações militares fora do território norte-americano.

Escalada de tensão com Caracas

Maduro Milicianos
© X – @elnuevoherald

A nova fase da operação eleva o clima de tensão entre Washington e Caracas. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reagiu na terça-feira (30) afirmando que o país está “se preparando para declarar estado de emergência” caso as forças dos EUA avancem sobre o território venezuelano.

“O império norte-americano quer justificar uma invasão disfarçada de combate ao narcotráfico”, disse Maduro em rede nacional. O governo venezuelano denunciou o ataque mais recente como uma “violação da soberania nacional”, embora ele tenha ocorrido oficialmente em águas internacionais.

O que vem pela frente

A ofensiva americana no Caribe, que começou em setembro, já soma quatro ataques confirmados contra barcos supostamente ligados ao tráfico internacional. Mas as declarações de Trump indicam que a próxima etapa poderá envolver operações terrestres, algo que levantaria novas preocupações diplomáticas e humanitárias na região.

Especialistas alertam que, caso os EUA decidam agir em solo estrangeiro, a medida poderá abrir um novo capítulo de tensão militar nas Américas, especialmente com países que mantêm laços com regimes autoritários ou com redes de tráfico transnacional.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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