O fechamento parcial do governo dos Estados Unidos, em vigor desde 1º de outubro de 2025, já começa a impactar diretamente os principais aeroportos do país, segundo informações da Reuters e da AP News. A Administração de Segurança no Transporte (TSA) alertou que os postos de controle de segurança estão enfrentando atrasos crescentes, com milhões de viajantes passando pelos filtros com menos agentes disponíveis e sem atualizações digitais em tempo real.
Por que a TSA alerta para atrasos nos controles

O principal motivo das demoras é a falta de pessoal remunerado. Embora os agentes da TSA e da Administração Federal de Aviação (FAA) sejam considerados trabalhadores essenciais — e, portanto, obrigados por lei a continuar suas funções —, eles não estão recebendo salário durante o shutdown. Isso já resultou em um aumento de ausências e licenças não programadas, reduzindo a capacidade operacional nos aeroportos.
Em comunicado à Homeland Security Today, a agência afirmou:
“A TSA está preparada para continuar examinando cerca de 2,5 milhões de passageiros por dia, mas um fechamento prolongado pode significar tempos de espera maiores nos aeroportos. Pedimos paciência aos nossos passageiros durante este período.”
A agência também informou que o aplicativo MyTSA, que normalmente mostra os tempos de espera nas filas de segurança, não será atualizado durante o fechamento, e recomenda que os viajantes consultem diretamente os sites oficiais dos aeroportos antes de sair de casa.
Os aeroportos mais afetados

De acordo com AP News e Reuters, os aeroportos com maior congestionamento e número de ausências são Newark (Nova Jersey), Denver, Phoenix, Las Vegas e Burbank (Los Angeles).
Em Burbank, a torre de controle chegou a ficar temporariamente fora de serviço por falta de controladores, o que levou ao cancelamento pontual de voos. Embora não haja colapso total, as horas de pico apresentam atrasos e reprogramações frequentes de itinerários.
No dia 8 de outubro, 92% dos voos domésticos decolaram sem alterações, mas as autoridades alertam que a pontualidade pode variar diariamente dependendo da presença de pessoal e da duração do fechamento.
O que os passageiros precisam saber
A TSA reforçou seu pedido de paciência e planejamento. Os passageiros não devem confiar apenas em aplicativos, já que muitas ferramentas não refletem a situação real.
Entre as principais recomendações:
- Chegar com antecedência extra: pelo menos três horas antes de voos internacionais e duas horas antes de voos domésticos.
- Verificar o status do voo diretamente com a companhia aérea.
- Consultar os sites oficiais dos aeroportos, como os de JFK e Orlando International, que publicam seus próprios tempos de espera.
- Ter documentos e dados prontos antes de chegar ao posto de segurança.
- Em voos com conexões curtas, avaliar alternativas de itinerário e contactar a companhia aérea em caso de atrasos.
A TSA assegurou que continuará cumprindo sua “missão vital de segurança” e que não suspenderá as inspeções, embora admita que a eficiência depende da resolução do impasse orçamentário.
O que ainda funciona normalmente
Tanto a TSA quanto a FAA continuam operando conforme a lei federal exige, mas vários serviços complementares, como atendimento ao público, manutenção e suporte administrativo, estão limitados.
Fontes do Departamento de Transporte, citadas pela Reuters, reconhecem que o maior desafio é gerenciar recursos humanos e técnicos para manter a segurança aérea enquanto o bloqueio orçamentário permanece sem solução.
O secretário de Transporte, Sean Duffy, afirmou à AP News que o foco continua sendo “garantir operações seguras e apoiar os funcionários” durante o período de suspensão do financiamento.
O que esperar nos próximos dias
Se o fechamento federal continuar, os atrasos e ausências podem piorar, especialmente nas semanas que antecedem a temporada de viagens de fim de ano. Nem a TSA nem a FAA divulgaram um cronograma de normalização, mas ambas reforçam que a volta à estabilidade depende do Congresso.
Por enquanto, o conselho é simples: planeje, informe-se e mantenha flexibilidade. Os aeroportos dos Estados Unidos operam em modo de contingência, e — como adverte a própria TSA — paciência é o novo requisito para voar durante o shutdown.
[ Fonte: Infobae ]