Pular para o conteúdo
Ciência

Um asteroide descoberto há quase 30 anos vai passar “perto” da Terra neste sábado — e poderá ser observado com telescópios amadores

Um grande asteroide identificado pela primeira vez em 1997 fará uma aproximação relativamente próxima da Terra neste fim de semana. Apesar do tamanho impressionante, cientistas garantem que não há qualquer risco de colisão. O evento, porém, oferece uma rara oportunidade para observadores do céu acompanharem a passagem de um visitante cósmico de centenas de metros de largura.
Por

Tempo de leitura: 3 minutos

O espaço ao redor da Terra está longe de ser vazio. Milhares de asteroides cruzam regularmente o Sistema Solar, e muitos deles são monitorados por agências espaciais para garantir que não representem ameaças ao planeta. Neste sábado, um desses objetos chamará a atenção de astrônomos e entusiastas da observação do céu.

Trata-se do asteroide 1997 NC1, descoberto há quase três décadas e que fará sua maior aproximação da Terra em mais uma passagem cuidadosamente acompanhada pelos sistemas de monitoramento espacial. Embora o objeto seja considerado grande para os padrões astronômicos, especialistas afirmam que não existe qualquer possibilidade de impacto.

Um gigante viajando pelo Sistema Solar

Colisão De Asteroide Com A Lua
© forplayday – Getty Images

Segundo informações divulgadas pela Agência Espacial Europeia (ESA), o 1997 NC1 possui dimensões estimadas entre 750 e 1.650 metros de largura. Algumas análises apontam medidas um pouco menores, mas ainda assim o classificam como um objeto de grande porte.

Para efeito de comparação, mesmo as estimativas mais conservadoras indicam um corpo espacial com centenas de metros de diâmetro, muito maior do que os pequenos fragmentos que ocasionalmente entram na atmosfera terrestre e se desintegram antes de atingir o solo.

Por causa dessas dimensões, o asteroide integra a lista de objetos monitorados regularmente pelas agências espaciais internacionais, que acompanham suas órbitas para identificar possíveis aproximações futuras.

Nenhum risco de colisão com a Terra

Apesar das manchetes chamativas que costumam acompanhar eventos desse tipo, a ESA foi categórica ao afirmar que o risco de impacto é zero.

O ponto de maior aproximação ocorrerá a aproximadamente 2,56 milhões de quilômetros da Terra. Embora esse valor possa parecer pequeno em escala astronômica, ele corresponde a cerca de 6,6 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

Em outras palavras, o asteroide passará longe do planeta e seguirá sua trajetória natural ao redor do Sol sem qualquer possibilidade de colisão.

O momento de máxima aproximação está previsto para as 13h14 no horário da Europa Central do sábado, 27 de junho. Durante esse período, o objeto viajará a uma velocidade próxima de 8,9 quilômetros por segundo, o equivalente a mais de 32 mil quilômetros por hora.

Uma oportunidade para observar o visitante cósmico

A passagem do 1997 NC1 também desperta interesse porque poderá ser acompanhada por observadores amadores.

De acordo com a ESA, pequenos telescópios já serão suficientes para localizar o asteroide no céu. Em condições ideais, binóculos de grande alcance também podem ajudar na observação.

As melhores oportunidades devem ocorrer em regiões do Hemisfério Norte com céu limpo e baixa poluição luminosa. Ainda assim, os especialistas alertam que a luminosidade da Lua poderá dificultar a visualização justamente durante o momento de maior aproximação.

Mesmo com essa limitação, a passagem representa uma chance interessante para acompanhar um objeto que normalmente permaneceria invisível para a maioria das pessoas.

Por que os cientistas monitoram esses objetos?

Asteroide
© Javier Miranda-Unsplash

O monitoramento constante de asteroides faz parte das estratégias globais de defesa planetária. Atualmente, observatórios espalhados pelo mundo acompanham milhares de objetos próximos da Terra para calcular suas órbitas com precisão.

Embora impactos de grandes asteroides sejam eventos extremamente raros, conhecer antecipadamente a trajetória desses corpos permite identificar qualquer alteração orbital com décadas de antecedência.

A boa notícia é que o 1997 NC1 está longe de representar uma ameaça. Sua passagem será apenas mais um lembrete de que a Terra compartilha sua vizinhança cósmica com inúmeros visitantes espaciais.

Para astrônomos, trata-se de mais uma oportunidade de estudar um objeto antigo do Sistema Solar. Para o público, é a chance de olhar para o céu e acompanhar de perto a passagem de uma rocha espacial que viaja pelo espaço há bilhões de anos.

 

[ Fonte: 20 minutos ]

Partilhe este artigo

Artigos relacionados