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Tecnologia

Um novo projeto de proporções gigantescas acaba de ser confirmado na China e seus efeitos já são sentidos nos mercados internacionais

A construção da maior hidrelétrica do mundo impulsionou os preços do minério de ferro e reacendeu expectativas sobre o futuro da economia chinesa e da indústria do aço.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um anúncio feito pelo governo chinês movimentou os mercados nesta semana. A confirmação da construção de uma megausina hidrelétrica, que será a maior do planeta, teve impacto direto na cotação do minério de ferro e elevou o otimismo entre os setores ligados à infraestrutura pesada. Analistas já apontam consequências importantes para o mercado de aço em todo o país.

Hidrelétrica histórica e o impacto imediato no minério

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Os contratos futuros do minério de ferro alcançaram os níveis mais altos em quase cinco meses após a notícia. Na Bolsa de Mercadorias de Dalian, o contrato de setembro subiu 2,08%, atingindo 809 iuanes (US$112,74) por tonelada, com pico intradiário de 819 iuanes — o maior desde fevereiro. Em Singapura, o contrato de agosto avançou 2,81%, chegando a US$103,6, também o maior nível em cinco meses.

O projeto, anunciado pelo primeiro-ministro chinês Li Qiang, representa um esforço robusto em direção às energias renováveis. A nova hidrelétrica deve superar em escala a já monumental Usina de Três Gargantas, atual recordista em capacidade. Isso deve intensificar a demanda por aço e movimentar diversos polos industriais chineses, segundo especialistas como Atilla Widnell, da Navigate Commodities.

O mercado reage e cresce expectativa por novos estímulos

A construção da usina, além de fomentar o consumo de aço, fortaleceu o sentimento positivo nos mercados de vergalhões e outros derivados do minério. A expectativa de novos estímulos macroeconômicos, impulsionada por dados do segundo trimestre melhores do que o previsto, também contribuiu para o movimento de alta.

Mesmo mantendo inalteradas as taxas de empréstimo, o governo chinês reforçou sinais de apoio à sua economia. Com isso, cresce a percepção de que o novo ciclo de grandes obras pode estar apenas começando — e com ele, um novo impulso para os mercados globais de commodities.

[Fonte: Infomoney]

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