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Ciência

Uma das sete maravilhas do mundo antigo ressurge do fundo do mar e revela segredos de 2 mil anos

Arqueólogos recuperaram enormes blocos do Farol de Alexandria, no Egito. A descoberta permitirá reconstruir digitalmente uma das sete maravilhas do mundo antigo, destruída por terremotos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Durante séculos, o Farol de Alexandria foi uma das construções mais impressionantes da humanidade. Erguido no Egito há mais de 2 mil anos, orientava embarcações que navegavam pelo Mediterrâneo até ser destruído por sucessivos terremotos. Agora, uma equipe internacional de arqueólogos recuperou 22 blocos monumentais da estrutura, incluindo peças de até 80 toneladas. O objetivo é reconstruir virtualmente uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Arqueólogos encontram 22 blocos gigantes no fundo do Mediterrâneo

A descoberta aconteceu no porto oriental de Alexandria, no Egito, durante uma operação do projeto internacional PHAROS.

Os pesquisadores recuperaram 22 blocos arquitetônicos pertencentes ao antigo farol. Entre eles estão elementos de portas, estruturas de sustentação e enormes peças de pavimentação.

Alguns fragmentos pesam entre 70 e 80 toneladas, demonstrando a extraordinária capacidade de engenharia dos construtores da Antiguidade.

O projeto reúne especialistas do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e da Fundação Dassault Systèmes.

Embora a notícia tenha voltado a circular em outubro de 2026, a recuperação desses blocos já havia sido divulgada meses antes. Portanto, não se trata de uma descoberta realizada nesta semana.

Como era uma das construções mais impressionantes da Antiguidade?

Uma das sete maravilhas do mundo antigo ressurge do fundo do mar e revela segredos de 2 mil anos
Farol de Alexandria © By Prof. Hermann Thiersch (1874–1939) – Hermann Thiersch, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=42458833

O Farol de Alexandria foi construído no século III a.C., durante a dinastia ptolemaica, na ilha de Faros.

Estima-se que alcançasse entre 100 e 130 metros de altura, dimensão extraordinária para uma construção daquela época.

Sua principal função era orientar os navegadores que chegavam ao movimentado porto de Alexandria.

O monumento combinava técnicas arquitetônicas gregas e egípcias, tornando-se um símbolo do conhecimento científico e da riqueza da cidade.

Durante mais de mil anos, permaneceu entre as estruturas mais altas construídas pelo ser humano.

Entretanto, terremotos sucessivos comprometeram sua estabilidade. Um dos mais devastadores ocorreu em 1303, contribuindo para sua destruição definitiva nos séculos seguintes.

Parte das pedras foi posteriormente reutilizada na construção da Cidadela de Qaitbay, fortaleza erguida no século XV.

Tecnologia permitirá reconstruir o farol desaparecido

O aspecto mais importante da descoberta não está apenas na recuperação das pedras.

Os arqueólogos pretendem utilizar fotogrametria e modelagem tridimensional para reconstruir digitalmente a estrutura original.

Cada bloco será escaneado com precisão e integrado a um modelo virtual, como se os pesquisadores estivessem montando um gigantesco quebra-cabeça.

O trabalho também utiliza representações antigas, moedas, documentos históricos e fragmentos identificados em expedições anteriores.

Segundo informações divulgadas pelo projeto PHAROS, mais de uma centena de elementos arquitetônicos já havia sido digitalizada antes da recuperação dos novos blocos.

A reconstrução poderá ajudar os especialistas a compreender como o monumento foi construído e quais técnicas permitiram sua resistência durante tantos séculos.

Um pequeno anel trouxe outra descoberta surpreendente

Em outubro de 2026, arqueólogos também anunciaram a descoberta de um anel de bronze com uma representação do Farol de Alexandria.

A peça foi encontrada nas ruínas submersas de um antigo palácio na ilha de Antírrodos.

De acordo com a revista Smithsonian, o objeto apresenta uma imagem do monumento e pode oferecer pistas sobre sua aparência e suas possíveis funções administrativas.

A descoberta reforça a importância das escavações realizadas no antigo porto egípcio.

Vale destacar que o Farol de Alexandria não foi encontrado intacto nem estava completamente desaparecido da arqueologia. Seus vestígios já eram conhecidos, mas as novas recuperações permitem estudá-lo com precisão inédita.

Combinando arqueologia submarina e tecnologia digital, os pesquisadores esperam recuperar a aparência de uma construção que marcou a história da engenharia.

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