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Ciência

Dormir com a luz acesa pode revelar algo sobre suas emoções e afetar sua saúde, diz a ciência

Dormir com a televisão ou uma luminária ligada pode estar relacionado à ansiedade e à busca por segurança. Estudos também identificam efeitos da iluminação noturna sobre o organismo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Algumas pessoas não conseguem adormecer sem deixar uma luz acesa no quarto. Para outras, basta o brilho da televisão ou uma pequena luminária no corredor. Embora pareça um hábito inofensivo, a psicologia aponta que essa preferência pode ter diferentes explicações emocionais. Além disso, pesquisas mostram que a exposição à luz durante a noite pode interferir no sono e provocar alterações no funcionamento do organismo.

O que a psicologia diz sobre quem dorme com a luz acesa?

Dormir com alguma iluminação não significa necessariamente ter um problema psicológico. Entretanto, em determinadas situações, o comportamento pode estar associado à ansiedade, ao medo da escuridão ou à necessidade de sentir segurança.

Para algumas pessoas, a luz funciona como uma referência visual que reduz a sensação de vulnerabilidade durante a noite.

O hábito também pode surgir em períodos de estresse, tristeza ou solidão. Nesses casos, deixar a televisão ligada ou manter uma luminária acesa pode proporcionar uma sensação de companhia.

Há ainda quem simplesmente tenha desenvolvido essa preferência na infância e continue repetindo o comportamento na vida adulta.

O importante é compreender que dormir com a luz acesa não permite identificar, por si só, a personalidade ou a saúde emocional de alguém.

Como a iluminação interfere no funcionamento do cérebro?

Dormir com a luz acesa pode revelar algo sobre suas emoções e afetar sua saúde, diz a ciência
© Unsplash

Nosso organismo utiliza a alternância entre claridade e escuridão para regular o ritmo circadiano, responsável por organizar os períodos de sono e vigília.

Quando anoitece, o cérebro aumenta a produção de melatonina, hormônio que ajuda a preparar o corpo para dormir.

A exposição à luz artificial, especialmente à iluminação intensa e às telas, pode interferir nesse processo.

Segundo o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos, a luz artificial durante a noite pode dificultar o início do sono ao alterar os sinais biológicos que regulam o descanso.

Dormir com a luz ligada pode afetar o coração?

Uma pesquisa da Universidade Northwestern, publicada em 2022, identificou alterações importantes no organismo de pessoas que dormiram sob iluminação moderada.

O experimento envolveu 20 adultos saudáveis e comparou os efeitos de dormir em ambientes escuros e iluminados.

Os participantes expostos à luz apresentaram aumento da frequência cardíaca durante o sono e maior resistência à insulina na manhã seguinte.

A resistência à insulina é um fator relacionado ao desenvolvimento de problemas metabólicos, incluindo diabetes tipo 2.

Entretanto, os pesquisadores destacam que esses resultados não demonstram que uma única noite com a luz acesa provoque doenças crônicas. O estudo foi pequeno e avaliou efeitos de curto prazo.

Como abandonar o hábito sem prejudicar o sono?

Dormir com a luz acesa pode revelar algo sobre suas emoções e afetar sua saúde, diz a ciência
© Polina – Pexels

Especialistas recomendam manter o quarto o mais escuro possível durante a noite. Porém, quem sente desconforto com a escuridão pode fazer a mudança gradualmente.

Uma alternativa é substituir a iluminação principal por uma pequena luz âmbar ou avermelhada, posicionada longe do rosto.

Também vale reduzir o brilho das telas antes de dormir, utilizar cortinas que bloqueiem a iluminação externa e estabelecer horários regulares para descansar.

Se a luz for necessária para evitar quedas durante a madrugada, uma luminária fraca próxima ao chão pode ser uma solução mais segura.

Caso o medo da escuridão provoque ansiedade intensa ou prejudique persistentemente o descanso, procurar orientação psicológica pode ajudar.

A principal conclusão é que a preferência por dormir com a luz acesa pode ter diferentes origens, mas reduzir a iluminação noturna costuma favorecer um ambiente mais adequado ao sono.

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