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Zelensky reage a plano secreto dos EUA e alerta sobre rumo da guerra

A guerra na Ucrânia entrou em uma fase ainda mais tensa. Em um discurso direto ao país, Volodymyr Zelensky revelou que está pressionado a aceitar um plano de paz articulado pela equipe de Donald Trump — e deixou claro que não pretende aceitar o acordo sem apresentar alternativas. O momento é considerado um dos mais delicados desde o início da guerra na Ucrânia.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Zelensky diz que vai propor alternativas ao plano de paz

Falando em frente ao palácio presidencial em Kiev, Zelensky foi direto: pretende confrontar o plano apresentado pelos Estados Unidos.

“Vou apresentar argumentos, tentar persuadir e propor alternativas”, afirmou.

O tom do discurso foi de alerta. Segundo o presidente, a Ucrânia pode ser forçada a fazer uma escolha difícil: abrir mão da própria dignidade ou arriscar a relação com um parceiro essencial — uma referência aos EUA.

O plano de paz vem ganhando força nos bastidores e pode redefinir completamente o futuro da guerra na Ucrânia.

“O inimigo não está dormindo”, alerta o presidente

Para Zelensky, os próximos dias serão críticos. Ele afirmou que o país enfrentará pressões intensas para enfraquecer a resistência interna.

“O inimigo não está dormindo”, disse.

Mesmo sob pressão, ele afirmou que a Ucrânia vai manter uma postura estratégica e diplomática, trabalhando de forma silenciosa com os aliados. O foco, segundo ele, é preservar o interesse nacional.

Paralelamente, Zelensky já iniciou diálogos com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. Segundo informações da imprensa americana, o contato foi direto e teve como pauta exatamente o conteúdo do plano de paz.

Trump pressiona e fala em perda de território

Donald Trump, em entrevista recente, afirmou que a Ucrânia pode perder mais território “em pouco tempo” caso não aceite o acordo. Segundo fontes da Casa Branca, a ideia é que o plano de paz seja assinado até o dia 27 de novembro, data do feriado de Ação de Graças nos EUA.

Trump também minimizou o risco de novas ofensivas russas contra outros países da Europa.

Segundo ele, “a Rússia será contida” e “não está buscando novas guerras”. Essas falas geraram forte reação de analistas internacionais, que veem contradições no discurso.

O que prevê o plano de paz em discussão

A minuta do plano de paz foi revelada por um político da oposição ucraniana e confirmada por fontes da Casa Branca. O documento tem 28 pontos e prevê mudanças profundas na dinâmica da guerra na Ucrânia.

Veja os principais trechos:

Cessar-fogo imediato

O combate seria interrompido assim que ambas as partes aceitassem os termos.

Cessão de territórios

A Ucrânia cederia áreas que hoje não estão totalmente ocupadas. A Rússia manteria controle sobre a Crimeia, Donetsk e Luhansk, com reconhecimento de fato pelos EUA.

Bloqueio à entrada na OTAN

A Ucrânia abandonaria o plano de entrar na OTAN, embora a porta para a União Europeia permaneceria aberta.

Limitação das Forças Armadas

O exército ucraniano seria reduzido para cerca de 600 mil soldados.

Garantia militar dos EUA

Se a Rússia invadisse novamente, os EUA responderiam militarmente e restabeleceriam sanções.

Eleições em até 100 dias

A Ucrânia seria obrigada a convocar eleições, mesmo em cenário pós-guerra.

Plano econômico

Cerca de US$ 100 bilhões em ativos russos congelados seriam usados para reconstruir o país.

Esse plano de paz é considerado, internamente, um dos documentos mais polêmicos desde o início da guerra na Ucrânia.

Por que Zelensky está em uma posição tão delicada

Para Zelensky, aceitar o acordo pode significar o fim imediato do conflito — mas ao custo de soberania territorial. Recusar, por outro lado, pode gerar isolamento político e perda de apoio militar estrangeiro.

A guerra na Ucrânia já atravessa anos de desgaste, milhares de mortes e colapso econômico. Agora, o país se vê diante de uma decisão que pode redefinir sua existência como nação.

Um momento que pode mudar tudo

O mundo acompanha de perto o desfecho desse impasse. O plano de paz, a posição de Zelensky e os rumos da guerra na Ucrânia estão no centro da geopolítica global.

A próxima semana será decisiva. A dúvida que fica é: a Ucrânia vai aceitar um acordo que pode encerrar a guerra — ou lutar até o fim para manter sua integridade?

[Fonte: Correio Braziliense]

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