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Tecnologia

Zuckerberg defende IA nas mãos das pessoas e diz que criar é “um ato de amor”

CEO da Meta afirmou que distribuir o poder da inteligência artificial é o caminho para um futuro mais seguro e apresentou novos dispositivos para levar seus agentes de IA a bilhões de usuários
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Tempo de leitura: 3 minutos

Mark Zuckerberg voltou a defender uma visão otimista sobre o futuro da inteligência artificial. Durante o Meta Connect 2026, realizado na Califórnia, o CEO da Meta afirmou que “empoderar as pessoas” com IA, em vez de concentrar o controle da tecnologia nas mãos de poucos, seria o melhor caminho para construir um futuro seguro.

O executivo reconheceu, porém, que essa ideia se tornou, em suas palavras, “surpreendentemente controversa”.

Durante sua apresentação, Zuckerberg também falou sobre “superinteligência” e projetou um futuro no qual bilhões de pessoas poderão contar com sistemas pessoais de IA cada vez mais avançados.

Zuckerberg aposta em uma “superinteligência pessoal”

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© Photo by Kevin Dietsch/Getty Images

O termo “superinteligência” apareceu em momentos importantes da apresentação de Zuckerberg.

O executivo utilizou a expressão ao defender que o objetivo mais elevado da tecnologia deveria ser ampliar a capacidade humana de criar, e não simplesmente automatizar tarefas.

Zuckerberg também relacionou essa visão ao Muse, agente pessoal de inteligência artificial apresentado recentemente pela Meta.

Segundo ele, a ferramenta representa um primeiro passo em direção ao que chama de “superinteligência pessoal”: sistemas avançados de IA disponíveis diretamente para bilhões de indivíduos.

A ideia faz parte de uma estratégia mais ampla da Meta para colocar a inteligência artificial no centro de seus produtos e dispositivos.

Durante o evento, Zuckerberg resumiu sua visão sobre desenvolvimento tecnológico de maneira particularmente enfática: construir, segundo ele, é “um ato de amor”.

O debate sobre quem deve controlar a IA

As declarações surgem em um momento de intenso debate internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

Diferentes líderes da indústria apresentam visões distintas sobre como sistemas cada vez mais avançados devem ser desenvolvidos e controlados.

Sam Altman, CEO da OpenAI, defendeu recentemente diante do Conselho de Segurança da ONU uma maior cooperação internacional em torno da inteligência artificial.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, por sua vez, tem alertado publicamente sobre riscos potencialmente graves associados ao rápido avanço desses sistemas.

Zuckerberg segue uma linha diferente ao enfatizar a distribuição da tecnologia. Para ele, sistemas avançados de IA deveriam funcionar como ferramentas pessoais capazes de ampliar a criatividade e as capacidades individuais.

Meta quer tirar a IA de dentro do celular

Meta
© Nicolas Economou/NurPhoto

A empresa também aproveitou o Meta Connect para apresentar novos dispositivos destinados a tornar seus sistemas de inteligência artificial mais presentes no cotidiano.

Entre as novidades está o Muse Charm, um aparelho aproximadamente do tamanho da palma da mão e desenvolvido especificamente para permitir conversas com o agente Muse sem depender de um smartphone.

A Meta pretende lançar o dispositivo antes do fim do ano.

A empresa também anunciou novos modelos de óculos inteligentes. Entre eles está uma versão exclusivamente de áudio, sem câmera integrada.

A estratégia mostra que a Meta pretende levar seus sistemas de IA para além das telas tradicionais e transformá-los em assistentes capazes de acompanhar o usuário durante diferentes momentos do dia.

Óculos inteligentes continuam levantando dúvidas sobre privacidade

A expansão dos dispositivos vestíveis também mantém aberta uma discussão que acompanha os óculos inteligentes da Meta há anos: a privacidade.

Modelos equipados com câmeras despertam preocupações porque permitem registrar imagens de maneira muito mais discreta do que um smartphone convencional.

Durante a apresentação, Zuckerberg não se aprofundou nessas críticas. Ele mencionou principalmente a luz indicadora utilizada para mostrar quando uma gravação está acontecendo e mecanismos criados para dificultar sua manipulação.

O desafio para a Meta será convencer usuários e reguladores de que dispositivos cada vez mais integrados à inteligência artificial podem oferecer novas capacidades sem transformar câmeras, microfones e agentes digitais em uma presença invasiva.

Ao mesmo tempo, a mensagem de Zuckerberg deixa clara a direção escolhida pela empresa: em vez de imaginar a inteligência artificial como uma tecnologia distante e centralizada, a Meta quer colocá-la cada vez mais perto das pessoas — nos óculos, em dispositivos pessoais e, eventualmente, em assistentes capazes de acompanhar praticamente todas as atividades do cotidiano.

 

[ Fonte: DW ]

 

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