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A China vai repetir o feito? Nova megaconstrução promete abalar mais do que expectativas

A China está prestes a iniciar uma obra ainda maior do que a represa das Três Gargantas — e os países vizinhos estão em alerta. A promessa de triplicar a produção energética vem acompanhada de receios sísmicos, ambientais e até geopolíticos. O impacto pode ser mais profundo do que muitos imaginam.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Depois de surpreender o mundo com a represa das Três Gargantas, que chegou a alterar a rotação da Terra, a China prepara agora uma obra ainda mais grandiosa. O novo projeto, orçado em bilhões, busca consolidar o país como líder na transição energética. Mas será que os riscos são proporcionais à ambição?

A construção que já preocupa antes mesmo de sair do papel

A china vai repetir o feito? Nova megaconstrução promete abalar mais do que expectativas
© https://x.com/ValorBIllonario

No dia 19 de julho, a China deu início ao que promete ser o maior projeto hidrelétrico da história. A obra, que terá um custo estimado de 167 bilhões de dólares, contará com cinco represas em cascata. Juntas, elas devem gerar cerca de 300 bilhões de kWh por ano — quase três vezes mais que a represa das Três Gargantas.

A nova estrutura está sendo construída na região do Tibete, e já causa tensão em países como Bangladesh e Índia, que temem os efeitos de tamanho volume de água represada. A preocupação vai desde possíveis abalos sísmicos até alterações climáticas e hídricas que poderiam afetar milhões de pessoas.

Riscos invisíveis, consequências imprevisíveis

Quando foi construída, a represa das Três Gargantas deslocou o eixo da Terra em 2 centímetros e reduziu a rotação em 0,06 microssegundos por dia, segundo a NASA. Embora esses efeitos sejam imperceptíveis no cotidiano, levantam questões sobre o que novas intervenções dessa magnitude podem provocar.

Além das alterações físicas no planeta, há ainda os impactos ambientais e geopolíticos. A dependência de um único curso de água, a possibilidade de inundações em larga escala e os danos à biodiversidade preocupam especialistas e ativistas. Para muitos, a construção é um reflexo do desejo da China de liderar a inovação tecnológica a qualquer custo — mesmo que esse custo ainda não esteja totalmente claro.

[Fonte: Terra]

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