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A nova produção de «O Senhor dos Anéis» e o papel crucial de Philippa Boyens

A roteirista vencedora do Oscar por "O Retorno do Rei" está de volta com "The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim", nos cinemas a partir de sexta-feira.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quando pensamos nas mentes por trás do sucesso dos filmes de O Senhor dos Anéis, três nomes vêm imediatamente à mente: Peter Jackson, é claro, o diretor que merece todos os aplausos. Mas Jackson trabalhou de perto com dois grandes colaboradores na escrita e produção: Fran Walsh e Philippa Boyens. Esses dois provavelmente têm ainda mais mérito na criação das histórias dessas três obras-primas originais.

Agora, o trio retorna com o lançamento de The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim, e conversamos com Boyens, pois foi ela quem definiu a história que seria contada no filme animado, participando de cada etapa do processo. A roteirista e produtora, ganhadora do Oscar, falou sobre suas expectativas, a preservação do cânone de Tolkien e o desenvolvimento da narrativa.

Untitled Design (1)
© Warner Bros

O que foi dito na entrevista

io9: Já faz quase 30 anos desde que começaram a trabalhar nos filmes originais. Vocês poderiam imaginar, naquela época, o impacto cultural que o trabalho teria?

PB: Claro que não. De jeito nenhum. Nós só estávamos tentando fazer um filme que funcionasse. Queríamos que fosse bem-sucedido, mas nada disso passava pela nossa cabeça. Digo isso com toda sinceridade.

io9: Então nunca disseram: “Talvez ganhemos prêmios, façamos mais três filmes e, depois, até um anime”.

PB: Não, não. Quando o projeto foi aprovado, tivemos que transformar dois roteiros em três, quase como um trem vindo em nossa direção enquanto ainda estávamos construindo os trilhos, especialmente Fran e eu. Estávamos escrevendo e tentando nos adiantar à produção. Trabalhamos muitas horas a mais, e isso foi difícil para nossos pobres filhos, mas lembro que [Fran] me disse uma vez: “Você sabe que não há recompensa por isso”, e eu respondi: “Sim, eu sei”.

io9: Ela estava errada. Porque, de fato, houve muitas recompensas. Estamos aqui, ainda falando sobre os filmes. A Warner Bros. procurou vocês para discutir esse projeto?

PB: Sim, foi mais ou menos em 2019 que a Warner Bros. nos chamou para perguntar se tínhamos interesse em voltar com um filme animado. Acho que não sugeriram um live-action porque, naquela época, definitivamente não aceitaríamos. Pessoalmente, senti um pouco de ceticismo, não por achar que não conseguiríamos fazer um filme animado, mas porque não sabia como seria. Não tinha ideia da forma que ele tomaria ou da história que contaríamos. Passamos por alguns processos e entendemos que o filme precisava ser autônomo, com uma narrativa independente, e que queríamos introduzir novos personagens. Foi um processo de combinar essas ideias. Então a Warner Bros. sugeriu que fosse anime, e foi aí que essa história surgiu. Acho que todo o processo anterior me ajudou a decidir pelos Rohirrim.

Untitled Design (2)
© Warner Bros.

io9: O que te convenceu dessa história em particular?

PB: Houve várias ideias de diferentes pessoas, mas escolhi essa história porque achei que se encaixaria na tradição da grande cinematografia japonesa. Se você olha para a história no livro, pode não parecer que ela combina, já que a maior e mais épica batalha acontece no final do primeiro ato. Depois disso, a narrativa se torna mais intensa, mais introspectiva, incorporando elementos de diferentes gêneros, quase como uma história de fantasmas com vários outros elementos. Isso me lembrou os filmes de Miyazaki e Kurosawa, especialmente por causa do personagem Helm, que não pareceria deslocado em uma obra de Kurosawa.

Untitled Design (3)
© Warner Bros.
Untitled Design (4)
© Warner Bros.

The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim chega aos cinemas neste fim de semana.

Untitled Design (5)
© Warner Bros.

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